Caso de feminicídio leva Renata Souza a propor prevenção na Alerj
Deputada quer ações contínuas de conscientização para servidores e terceirizados após a morte de Elaine Ferreira Ourique Mattos.

O caso de feminicídio na Alerj motivou a deputada Renata Souza (PSOL) a anunciar uma proposta de prevenção. A iniciativa surgiu após a morte de Elaine Ferreira Ourique Mattos, de 46 anos, ocorrida no mês passado. A parlamentar quer ampliar ações de conscientização dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Renata preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Casa. Por isso, afirmou que pretende apresentar uma proposta para tornar contínuas as atividades voltadas aos funcionários. Ela também defende a inclusão dos terceirizados nessas medidas.
Crime ocorreu na Pavuna
Elaine foi encontrada morta após um incêndio em sua residência, na Pavuna, Zona Norte do Rio. Segundo as informações apresentadas por Renata no plenário, uma perícia concluiu que o incêndio não teria sido acidental. A deputada informou ainda que Diego Mattos, de 34 anos, foi preso no caso.
De acordo com a parlamentar, Diego era marido de Elaine e trabalhava na segurança terceirizada da Assembleia, por meio da Alfaseg. Ao citar o episódio, Renata ligou o caso à necessidade de reforçar a prevenção dentro da instituição. “Não é possível a gente achar natural que as nossas mulheres sejam assassinadas e alguém que atuava na segurança promover esse tipo de coisa”, afirmou.
Proposta deve atingir terceirizados
Renata Souza disse que quer incluir trabalhadores de empresas terceirizadas nas ações de formação e conscientização. Além disso, ela afirmou que a medida precisa ser continuada dentro da Assembleia Legislativa. “Que a gente possa também incluir os terceirizados nesses cursos de formação, não sei se é formação, mas de conscientização e combate à violência contra a mulher, que seja algo continuado dentro da Assembleia Legislativa para todos os funcionários, inclusive para os terceirizados”, declarou.
A deputada também manifestou solidariedade aos familiares de Elaine. Assim, colocou a comissão à disposição para prestar acolhimento. “Que a família da Sra. Elaine Ferreira Ourique Mattos também encontre, a partir desta Assembleia Legislativa, em especial da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, o acolhimento e a disposição de luta junto com essa família”, disse.
Em seguida, Renata afirmou que vai formalizar uma proposta para sensibilizar os trabalhadores da Casa. Ela disse que a Assembleia precisa manter ações permanentes de prevenção à violência contra a mulher. “Por isso, encaminharei também um projeto para que a gente possa ter essas ações de sensibilização e de prevenção à violência contra a mulher também dentro da Casa”, anunciou.
Por fim, a deputada classificou o episódio como feminicídio. Ela também destacou a gravidade do tema no Rio de Janeiro e no país. “É muito sério o feminicídio no nosso país, é muito sério o feminicídio no estado do Rio de Janeiro”, afirmou.



