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Governadores de direita se dividem após derrota de Flávio Bolsonaro

Moro e Zucco pedem esclarecimentos, enquanto Tarcísio e outros aliados evitam comentar o resultado da eleição presidencial.

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Governadores de direita se dividem após derrota de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

A derrota de Flávio Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, no domingo (25), dividiu governadores de direita. Sergio Moro (PL) e Luciano Zucco (PL) cobraram esclarecimentos sobre o processo eleitoral. Já Tarcísio de Freitas (Republicanos), Douglas Ruas (PL) e outros aliados preferiram não comentar o resultado.

A reação ocorreu depois que Flávio Bolsonaro anunciou que pretende pedir a anulação da eleição. Ele atribuiu a decisão ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prorrogação da votação por duas horas. Lula venceu com cerca de 4,4 milhões de votos a mais.

Moro e Zucco pedem explicações

Luciano Zucco, eleito governador do Rio Grande do Sul, se manifestou na rede social X. Ele afirmou que o país viveu “mais uma eleição presidencial com interferências abusivas, dados contraditórios e questionamentos que precisam ser devidamente esclarecidos”.

O governador eleito também disse que acompanhará os próximos passos da contestação anunciada pelo senador. “Vamos acompanhar com atenção os desdobramentos e as medidas que venham a ser adotadas”, escreveu.

Sergio Moro, eleito governador do Paraná, também falou sobre o resultado. Ele disse que existem dúvidas da oposição que precisam de resposta. Moro ainda destacou que a maioria dos paranaenses votou contra Lula.

“Há questionamentos da oposição que precisam ser esclarecidos”, declarou. “A maioria expressiva dos paranaenses se posicionou contra Lula e, ainda assim, o resultado da eleição presidencial não foi o que esperávamos”, acrescentou.

Apesar das críticas, Moro e Zucco terminaram as manifestações com tom mais moderado. Ambos disseram que pretendem governar para toda a população de seus estados. Eles citaram a relação com o presidente, independentemente do resultado nacional.

Os dois participaram ativamente da campanha de Flávio Bolsonaro na reta final. Além disso, estiveram em atos e comícios até a véspera da votação.

Tarcísio não comenta derrota

O silêncio de Tarcísio de Freitas chamou atenção porque ele participou da campanha presidencial. Além disso, esteve com Flávio Bolsonaro durante a apuração, em Brasília.

Horas antes da confirmação da vitória de Lula, Tarcísio publicou um vídeo nas redes sociais. Na gravação, ele apresentou uma projeção matemática que apontava vitória de Flávio com cerca de 6 milhões de votos de vantagem.

O resultado, porém, foi diferente. Lula terminou a disputa com aproximadamente 4,4 milhões de votos a mais que o adversário. Até a publicação da reportagem original, Tarcísio não havia comentado publicamente a derrota do aliado.

Douglas Ruas também evitou falar sobre o resultado. Ele acompanhou Flávio Bolsonaro na entrevista coletiva após o fim da apuração, mas não fez declarações sobre a vitória de Lula.

Também ficaram em silêncio Jorginho Mello, governador de Santa Catarina, e Cleitinho Azevedo, eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno.

Contestação divide aliados

A diferença de postura entre os governadores aparece no momento em que Flávio Bolsonaro questiona judicialmente o resultado. Ele acusa Cristiano Zanin de interferência no processo eleitoral por autorizar a ampliação do horário de votação em duas horas.

Por enquanto, a alegação não comprova irregularidades nem alteração indevida no resultado das urnas. Mesmo assim, a contestação abriu nova divisão entre os aliados do senador.

Entre os que se pronunciaram, Moro e Zucco defenderam esclarecimentos sobre as críticas apresentadas pela oposição. Ainda assim, eles sinalizaram disposição para manter relação institucional com o governo federal.

Por outro lado, Tarcísio de Freitas, Douglas Ruas, Jorginho Mello e Cleitinho Azevedo ainda não indicaram apoio público à contestação anunciada por Flávio Bolsonaro.