ClickRio
Últimas
Política

PSB e PDT apoiam reeleição de Hugo Motta na Câmara

Com a entrada das siglas, grupo favorável ao deputado passa a somar 273 cadeiras, acima do mínimo necessário para a maioria absoluta.

fabricio · 2 min de leitura
PSB e PDT apoiam reeleição de Hugo Motta na Câmara
Foto: Reprodução

O reeleição de Hugo Motta ganhou novos apoios nesta quarta-feira (21), com a adesão do PSB e do PDT à permanência do deputado do Republicanos-PB na presidência da Câmara dos Deputados. Com isso, o grupo favorável ao parlamentar passou a reunir 12 partidos e 273 cadeiras na Casa.

O número é superior aos 257 votos necessários para formar maioria absoluta entre os 513 deputados federais. Ainda assim, o apoio das legendas não garante o resultado final, já que a votação para a presidência da Câmara é secreta.

Em nota conjunta, PSB e PDT afirmaram que a decisão leva em conta avanços na agenda legislativa de interesse da população e o compromisso com as prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As siglas também disseram que a reeleição de Hugo Motta contribuiria para a estabilidade institucional da Câmara dos Deputados.

A ampliação da base partidária reforça a articulação para que o atual presidente da Casa siga no comando por mais dois anos. Em 2025, Motta foi eleito com apoio de 18 partidos, e agora tenta consolidar uma nova frente antes da definição dos demais concorrentes.

Na semana anterior, Hugo Motta já havia recebido o apoio de dez partidos e federações ligados ao Centrão. Entre eles, estavam o Republicanos, a federação União Brasil-PP, o PSD, o MDB, o Podemos, a federação PSDB-Cidadania e a federação Solidariedade-PRD.

O movimento busca manter a influência desse bloco político no comando da Câmara diante do crescimento da direita na composição da Casa, especialmente do Partido Liberal (PL). O partido ainda não havia definido se repetiria o apoio à reeleição ou se lançaria candidato próprio.

Mesmo com 273 cadeiras reunidas pelo grupo, a votação secreta impede que o número de deputados vinculados às legendas seja tratado como garantia de vitória. A definição dependerá dos votos efetivamente registrados na eleição da Câmara.