Halloween deve elevar em 3% as vendas no comércio do Rio
Pesquisa com lojistas aponta gasto médio de até R$ 200 e maior movimento na Zona Norte, Centro e Zona Sul.

O Halloween deve impulsionar as vendas no comércio do Rio neste ano, com expectativa de alta de 3% em relação ao ano passado, segundo pesquisa divulgada pelo Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio). A data é celebrada em 31 de outubro.
O levantamento ouviu 250 lojistas das zonas Norte, Sul, Oeste e Sudoeste, além do Centro da cidade. Entre os segmentos consultados estão festas, decoração, cosméticos, maquiagem, vestuário, fantasias e acessórios, que costumam ter maior procura no período.
De acordo com a pesquisa, o gasto médio por consumidor deve variar entre R$ 100 e R$ 200, em linha com o registrado em 2025. A forma de pagamento mais citada pelos comerciantes é o cartão de crédito parcelado, seguido por cartão de débito, Pix e dinheiro.
A distribuição das expectativas de vendas mostra a Zona Norte na frente, com 29%. Em seguida aparecem o Centro, com 27%, e a Zona Sul, com 23%. A Zona Oeste responde por 11%, enquanto a Zona Sudoeste soma 10%.
Lojistas apostam em promoções e facilidades de pagamento
Para atrair consumidores, as lojas estão oferecendo promoções, descontos sobre o valor total das compras e facilidades no pagamento. A estratégia busca estimular a saída de artigos ligados à data, como fantasias, maquiagens, acessórios e itens de decoração, sem elevar demais o impacto no orçamento das famílias.
O presidente do CDLRio e do SindilojasRio, Aldo Gonçalves, avalia que a alta prevista é moderada, mas indica espaço para movimentar o comércio no período. Segundo ele, o cenário mostra consumidores dispostos a participar dos festejos sem comprometer uma parcela grande da renda.
“Assim, as condições configuram indicativo no qual os consumidores estão dispostos a aproveitar os festejos, mas sem ter que comprometer parcela significativa da renda para isso”, afirma Aldo Gonçalves.
Data não serve como termômetro para o Natal
Apesar da expectativa positiva, os lojistas não tratam o desempenho do Halloween como um sinal do que deve ocorrer nas vendas de fim de ano. Isso porque novembro terá a Black Friday, seguida pelo movimento tradicional das compras de Natal.
Para Aldo Gonçalves, o Dia das Bruxas também ajuda os estabelecimentos a se aproximarem dos clientes, usando a temática da data para promover produtos e atrair consumidores.
“Ainda que o período não seja um termômetro de vendas para o Natal, porque daqui a pouco teremos a movimentação da Black Friday com muitas inovações e promoções, com o Halloween o comerciante carioca tem a oportunidade de se aproximar dos clientes, levando descontração e tradição que a data promove”, conclui Aldo Gonçalves.