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Escala 6×1 e caso Master pesam mais que Bolsa Família, diz Quaest

Levantamento aponta diferenças entre eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro, além de impacto maior do Banco Master sobre mudanças de voto.

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Escala 6×1 e caso Master pesam mais que Bolsa Família, diz Quaest
Foto: Reprodução

A escala 6×1 e as denúncias envolvendo o Banco Master pesaram mais que o Bolsa Família na decisão de voto, segundo a Quaest. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (22), analisou quais notícias tiveram mais peso na eleição presidencial no primeiro turno.

De acordo com a pesquisa, 17% dos entrevistados apontaram o fim da escala 6×1 como o tema mais importante. Além disso, 14% citaram denúncias sobre possíveis ligações de ministros do Supremo Tribunal Federal com o Banco Master. Outros 13% mencionaram suspeitas envolvendo políticos e a instituição financeira.

O reajuste do Bolsa Família apareceu com 7% nas respostas. Assim, o resultado indica que assuntos ligados ao trabalho e às investigações financeiras tiveram maior repercussão. Já a proibição das bets, sites de apostas e cassinos online, anunciada pelo governo Lula, apareceu com 11%.

Diferenças entre os grupos

Entre os eleitores que declararam intenção de votar em Lula no segundo turno, 25% apontaram o fim da escala 6×1 como a notícia mais importante. O tema também ganhou força na campanha petista, que defende redução gradual da jornada semanal.

Por outro lado, entre os eleitores que declararam apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, 23% destacaram as denúncias sobre ministros do STF e o Banco Master. As suspeitas sobre políticos e a instituição financeira apareceram com 13% nesse grupo.

O Bolsa Família teve maior peso entre os mais pobres. No Nordeste, 11% dos entrevistados citaram o aumento como notícia decisiva. O mesmo percentual apareceu entre pessoas com renda de até dois salários mínimos.

Entre os participantes com Ensino Fundamental, o índice chegou a 10%. Além disso, o governo Lula anunciou um reajuste de 15% no programa em setembro, com pagamentos previstos a partir de 19 de outubro.

Quando a notícia muda o voto

A Quaest também separou relevância de mudança efetiva de voto. No caso da escala 6×1 e do Bolsa Família, 85% disseram que essas notícias apenas reforçaram uma escolha anterior.

Na proibição das bets, esse percentual foi de 78%. Entretanto, as denúncias sobre o Banco Master tiveram mais impacto em mudanças declaradas de voto.

Segundo o levantamento, 8% afirmaram ter mudado a escolha após notícias sobre possíveis relações de políticos com a instituição financeira. Outros 6% disseram ter alterado o voto por causa das denúncias envolvendo ministros do STF.

A proibição das bets levou 7% a declarar mudança de candidato. Já o fim da escala 6×1 e a polêmica religiosa apareceram com 5% cada.

A pesquisa ouviu 2.154 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08535/2026.