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Capela escondida no túnel Santa Bárbara fica fora da vista dos motoristas

Espaço foi erguido no interior da passagem que liga Catumbi a Laranjeiras e guardou um painel de Djanira hoje em museu.

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Capela escondida no túnel Santa Bárbara fica fora da vista dos motoristas
Foto: Reprodução

O túnel Santa Bárbara, inaugurado em 1963, corta o Rio de Janeiro por quase 1,4 quilômetro e liga o Catumbi a Laranjeiras, entre as Zonas Norte e Sul. No entanto, o que muitos motoristas não percebem é que a estrutura abrigou uma capela dedicada à santa, escondida entre suas pistas.

O nome do túnel tem relação direta com a tradição religiosa. Santa Bárbara é considerada padroeira e protetora dos operários que trabalham na escavação de túneis, o que ajuda a explicar a homenagem feita no local.

Mesmo desativada por questões de segurança e acesso, a capela existiu e fez parte da memória histórica da cidade. O espaço ficou invisível para quem passa diariamente pelo trecho, mas manteve importância simbólica para o Rio.

Painel de Djanira foi retirado em 1985

Durante o período em que funcionou, a capela do túnel Santa Bárbara recebeu um painel de azulejos assinado por Djanira, pintora reconhecida da arte brasileira. A obra representava a imagem da padroeira e decorava o santuário subterrâneo.

Com o desgaste provocado pela umidade do subterrâneo, o painel precisou ser removido em 1985. A retirada foi feita para preservar a peça e garantir sua integridade.

Depois de discussões sobre o novo destino do mural, a obra foi levada para o Museu Nacional de Belas Artes, na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. O painel permanece no local até hoje, enquanto a capela segue fora de uso dentro da estrutura do túnel.