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Sistema Guandu é religado e abastecimento deve normalizar até sexta

Cedae retomou a operação após atraso na liberação das concessionárias e informou que a água volta aos poucos em várias regiões do Rio.

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Sistema Guandu é religado e abastecimento deve normalizar até sexta
Foto: Reprodução

A Cedae religou o Sistema Guandu nesta quarta-feira (4), após atraso no aval das concessionárias. Segundo a companhia, o abastecimento deve ser normalizado até sexta-feira (6) no Rio e na Baixada Fluminense.

A manutenção na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu terminou às 23h30 de terça-feira (3). No entanto, a retomada só começou na manhã seguinte, porque as distribuidoras demoraram para autorizar o processo. Iguá, Rio+Saneamento e Águas do Rio deram o aval, segundo a Cedae.

Às 7h20, o sistema operava com 19% da capacidade. A Águas do Rio informou que autorizou a retomada e atua na instalação de um macromedidor na Praça Seca, na Zona Oeste.

Esse equipamento vai medir o volume de água transportado por uma adutora que abastece áreas da região. Por isso, o fornecimento começou a voltar no Centro e nas zonas Norte e Sul, com exceção da área impactada pela obra.

Retomada da água no Rio

Nessas regiões, a previsão é de normalização a partir do fim da tarde desta quarta-feira (4). Além disso, a Cedae informou que a manutenção ocorre todos os anos. O serviço prepara o sistema para a maior demanda do verão.

O ETA Guandu abastece o Rio de Janeiro e os municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti. Assim, o sistema atende cerca de 9 milhões de pessoas.

Operação contra furtos de cabos

Na mesma quarta-feira, a Polícia Civil deflagrou a Operação Blackout. Os agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão em endereços de funcionários da Light envolvidos com furtos de cabos.

As equipes atuam em Magé, Nova Iguaçu, São Gonçalo e no Rio de Janeiro, nos bairros Bangu, Oswaldo Cruz, Guadalupe e Caju. A investigação começou após um flagrante registrado em abril.

Na ocasião, um carro da Light esteve na Rua da Passagem, em Botafogo. Os técnicos que integravam a equipe arrancaram cabos do local e deixaram a região sem energia.

Segundo a Light, eles furtaram cerca de 500 metros de cobre, e o prejuízo chegou a R$ 80 mil. O rastreamento apontou ainda que o veículo seguiu até um ferro-velho no Parque Boa Esperança, no Caju.

A polícia suspeita que o local tenha recebido o material furtado. Segundo a Polícia Civil, 16 veículos da Coordenação de Operação Centro-Sul da Light foram ao ferro-velho 37 vezes entre 12 de abril e 19 de maio.

Os investigadores afirmam que não havia ordem de serviço nem justificativa operacional nessas viagens. Os levantamentos indicam, ainda, possível relação com outros furtos envolvendo mais de dois quilômetros de cabos de cobre.

Desde a última atualização, 25 funcionários da concessionária são investigados na operação.

Recursos da prefeitura

A Prefeitura do Rio remanejou R$ 43,3 milhões do orçamento de secretarias e órgãos municipais para reforçar o pagamento da dívida interna. O decreto saiu no Diário Oficial desta quinta-feira (20) e gerou críticas do vereador Fernando Armelau (PL).

Entre as áreas que perderam recursos, a Assistência Social teve quase R$ 10 milhões reduzidos. Parte do valor seria destinada à Proteção Social Básica e à reorganização da rede de acolhimento.

Também houve cortes na Conservação e Infraestrutura, no trânsito, na Guarda Municipal, na Integração Metropolitana, na Riotur, na Secretaria de Trabalho e Economia Solidária e na Cultura. O decreto alcançou ainda dotações ligadas à prevenção da violência contra a mulher, inclusão de pessoas com deficiência, creches e transparência pública.

Armelau criticou a escolha da gestão municipal. Ele disse que a prefeitura sacrifica serviços essenciais e a proteção da população vulnerável para cobrir rombos financeiros.

Alerj, TSE e outras decisões

Os deputados estaduais eleitos pelo PT se reuniram em terça-feira (3) para discutir a nova Mesa Diretora da Alerj. No encontro, ficou definido que André Ceciliano conduzirá as articulações para sua candidatura à presidência do Legislativo.

O grupo também alinhou a atuação da bancada, que passará de cinco para nove deputados na próxima legislatura. Participaram da reunião Elika Takimoto, Marina do MST, Allyson Elias, Zeidan, Raone Ferreira e Adilson Pires.

Também nesta terça, o TSE aceitou o recurso de Paulo Melo (União Brasil) e liberou seu registro de candidatura a deputado estadual. Por 6 a 1, os ministros divergiram do entendimento do TRE-RJ, que havia barrado a candidatura.

Paulo Melo concorreu sub judice e não foi eleito. Ele recebeu 33.546 votos, e a decisão pode influenciar a distribuição de cadeiras da Assembleia.

Além disso, o ministro Alexandre de Moraes tornou indisponível a Ilha Comprida, em Angra dos Reis. A propriedade é disputada por Richarlison e Flávio Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos.

A medida também alcança o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e investigado em inquérito no STF sobre lavagem de dinheiro com apostas online. A indisponibilidade foi incluída na CNIB no dia 26 de outubro e averbada no cartório 48 horas depois.

Mais cedo, mergulhadores do Corpo de Bombeiros encontraram um cadáver nas proximidades da Ilha de Itacuruça, em Sepetiba. Eles faziam buscas desde o feriado de Finados, após uma lancha bater em uma pedra submersa com seis ocupantes.

O piloto pulou na água para verificar os danos e não voltou. O corpo seguiu para o Instituto Médico Legal, mas ainda não há confirmação de que seja dele.

Por fim, o governo do estado enviou à Alerj um projeto para mudar as regras de ingresso nos cursos de oficiais do Corpo de Bombeiros. A proposta elimina a restrição etária para militares mais experientes concorrerem às vagas.

A matéria também trata de uma liminar da Justiça do Trabalho contra Lais Jordy (PL). Ela terá de apagar uma postagem em que estimula a demissão de trabalhadores por preferências políticas.