Casa de Santos Dumont em Petrópolis tem escadas curiosas
A Encantada, na Região Serrana do Rio, foi projetada com soluções práticas e ganhou fama por uma escada incomum.

Em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, a casa de Santos Dumont chama atenção por um detalhe pouco comum. Conhecida como A Encantada, a residência foi erguida em 1918 e virou um marco da cidade.
Alberto Santos Dumont viveu por mais de duas décadas em Paris, na França. Ainda assim, ele manteve uma base em sua terra natal e escolheu um imóvel com soluções arquitetônicas próprias. A casa surgiu em parceria com o engenheiro Eduardo Pederneiras.
Escada com desenho peculiar
O ponto mais lembrado da residência é a escada de acesso. O desenho exige que o visitante comece a subida com a perna direita. Por isso, o imóvel ganhou fama ao longo do tempo.
Com o passar dos anos, surgiram boatos sobre superstição. No entanto, o formato tem explicação prática e geométrica. A solução buscava aproveitar melhor o espaço reduzido da casa.
Como o terreno era íngreme e estreito, os degraus receberam formato de raquete. Dessa forma, a estrutura ajudava no acesso e evitava quedas e batidas de joelho.
Segunda escada desmente boato
No interior da residência, há ainda outra escada. Ela leva ao mezanino e segue a lógica inversa da entrada principal. Nesse caso, o primeiro passo precisa começar com o pé esquerdo.
Depois da morte de Santos Dumont, a propriedade foi doada à prefeitura de Petrópolis. Assim, o local passou a funcionar como museu. A casa, portanto, reúne características que refletem a rotina prática e minimalista do inventor.
As peculiaridades da construção mostram, principalmente, um projeto pensado para a funcionalidade. Além disso, a arquitetura mantém viva a memória de Santos Dumont em Petrópolis.