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Casa Civil autoriza viagem de R$ 125 mil para COP 31 na Turquia

Grupo da Secretaria de Ambiente vai a Antália enquanto governo também enfrenta debates sobre helicópteros, orçamento e previdência.

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Casa Civil autoriza viagem de R$ 125 mil para COP 31 na Turquia
Foto: Reprodução

A viagem COP 31 de quatro representantes da Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade do Rio teve autorização da Casa Civil para Antália, na Turquia. O grupo participará da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, entre 7 e 15 de novembro de 2026.

O custo estimado soma R$ 125.179,84. Enquanto isso, o governo do estado também enfrenta outros temas ligados a gastos públicos, helicópteros oficiais e previdência municipal.

Quem vai à Turquia

Segundo os processos administrativos da secretaria, a delegação terá o secretário Rodrigo Tostes. Também integram o grupo a subsecretária Silvia Marie Ikemoto e dois superintendentes.

São eles Larissa Ferreira da Costa e Telmo Borges Silveira Filho. Os quatro pedidos de afastamento receberam autorização em 26 de outubro de 2026, assinada pelo secretário estadual da Casa Civil, Flávio Willeman.

A maior parte do valor previsto está nas passagens aéreas. O total chega a R$ 124.020,42, conforme os ofícios enviados à Casa Civil.

O bilhete de Rodrigo Tostes foi cotado em R$ 43.272,74. Já a passagem de Silvia Marie Ikemoto ficou em R$ 22.185,24.

Cada um dos superintendentes teve passagem estimada em R$ 19.281,22. Além disso, o planejamento inclui R$ 40.487,77 para diárias e traslados, além de R$ 1.250,71 para seguro-viagem.

Base de custeio e processos

Os ofícios também indicam a origem dos recursos. As despesas do titular da pasta correrão pelo Programa de Trabalho PT 2401.18.122.002.2016.

As demais despesas ficaram na dotação PT 2401.18.541.0494.5645. Nos despachos internos, o custeio de Silvia Marie Ikemoto e Telmo Borges Silveira Filho aparece ligado ao Projeto Conexão Mata Atlântica.

No caso de Larissa Ferreira da Costa, a secretaria citou o Programa Ambiente Resiliente Adaptação Climática das Cidades Fluminenses. Assim, os documentos formalizaram o planejamento financeiro para a viagem COP 31.

Helicópteros e outros deslocamentos

Enquanto isso, registros de deslocamentos oficiais mostram uso recorrente de aeronaves estaduais por integrantes do governo em exercício de Ricardo Couto. Entre julho e setembro, Danielle Barros, da Cultura, e Roberto Leão, do Gabinete de Segurança Institucional, aparecem em nove dos 14 registros disponíveis.

Ricardo Couto também aparece em um voo com Roberto Leão. Danielle Barros, que comanda a Cultura e Economia Criativa desde 2019, fez quatro deslocamentos entre julho e agosto.

Em um deles, saiu do Heliporto da Lagoa, na Zona Sul do Rio, com destino a Nova Friburgo. Em outro, viajou para Pádua e, depois, seguiu de volta com parada em Teresópolis.

Ela também apareceu em um trecho para Itaocara. Nos registros, a justificativa informada foi “transporte do secretário”, sem detalhamento dos compromissos.

Roberto Leão, delegado de polícia, também registrou quatro viagens. Entre os destinos aparecem Itatiaia, Campo Grande e Pinheiral.

Em 26 de setembro, ele viajou para Saquarema com Ricardo Couto e o desembargador José Roberto. A planilha apontou “transporte do governador” como justificativa.

Orçamento e previdência

Além disso, a Alerj começa a analisar o orçamento estadual para 2027. O texto enviado pelo Executivo estima receitas líquidas de R$ 124,3 bilhões e despesas de R$ 138,3 bilhões.

O déficit projetado chega a R$ 13,9 bilhões. Segundo o governo, o rombo decorre da queda real de royalties e do aumento dos gastos com pessoal.

No Norte Fluminense, a Prefeitura de São Fidélis tenta negociar com o TCE-RJ um plano para enfrentar um déficit atuarial de R$ 543,9 milhões. A proposta prevê capitalização gradual do fundo de previdência ao longo de 25 anos.

O tribunal admitiu a proposta de forma preliminar, mas pediu ajustes antes da análise de mérito. Portanto, o plano ainda não tem aprovação definitiva.

Em outro caso, o TCE-RJ já rejeitou modelo semelhante apresentado por Santo Antônio de Pádua. O entendimento anterior apontou risco de descapitalização do regime previdenciário e de transferência de obrigações para gestões futuras.