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Vacinação contra meningite no Rio termina com filas e estoque zerado

Campanha especial da Prefeitura do Rio teve alta procura neste sábado e imunizante acabou antes do horário em vários postos.

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Vacinação contra meningite no Rio termina com filas e estoque zerado
Foto: Reprodução

A vacinação contra meningite no Rio terminou neste sábado (31) com filas e estoques esgotados em vários pontos da cidade. A Prefeitura do Rio encerrou a campanha especial com o imunizante ACWY para pessoas de até 59 anos.

A mobilização usou lotes remanescentes enviados pelo Ministério da Saúde. Mesmo assim, a procura cresceu ao longo do dia, e muitas unidades acabaram atendendo antes do horário previsto.

Procura alta em vários pontos

A campanha estava prevista para seguir até as 12h. No entanto, em diferentes locais, as doses acabaram antes desse horário. Em alguns postos, as filas continuavam pelo entorno das unidades perto do meio-dia.

Os Super Centros de Saúde de Botafogo, Campo Grande e Nova América registraram fim dos estoques antes das 11h. Além disso, o Píndaro de Carvalho Rodrigues, na Gávea, e a Policlínica Rodolpho Rocco, em Del Castilho, também ficaram sem material.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o pico de atendimento ocorreu nesta semana. Somente na última quinta-feira, o município registrou mais de 62 mil aplicações. Em 25 dias de campanha, mais de 410 mil pessoas receberam o imunizante.

Proteção e rotina do SUS

A vacina protege contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite e da meningococcemia. A doença pode provocar óbito e também deixar sequelas permanentes, como perda auditiva, amputação de membros e danos neurológicos.

Fora da campanha extraordinária, a aplicação regular pelo Sistema Único de Saúde restringe a vacina a crianças de um a quatro anos e adolescentes de 11 a 14 anos. Além disso, bebês recebem outros imunizantes contra a doença no primeiro ano de vida.

Especialistas destacam que a infecção pode atingir pessoas de diferentes faixas etárias. Por isso, a procura pelos postos ganhou força no último dia da mobilização, principalmente nos locais que ainda tinham doses disponíveis.

Também no radar da saúde pública

O Rio também registra aumento de casos de Mpox, enquanto a rede municipal está sem doses da vacina. O cenário reforça a pressão sobre a saúde pública e amplia a atenção para campanhas de imunização na capital.

De acordo com dados do Observatório Epidemiológico do município, setembro teve 45 casos de Mpox, o maior número em um único mês nos últimos três anos. Em 2025, a capital somou 167 diagnósticos confirmados.

No estado, a situação também preocupa. Em 2026, o Rio já contabiliza 211 casos confirmados, além de 119 suspeitos em investigação. A doença infecciosa é transmitida principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais e secreções.

Entre os sintomas estão febre, dores no corpo, dor de cabeça e lesões na pele. A maioria dos pacientes tem quadros leves ou moderados, mas a doença também pode causar complicações graves.

O deputado federal Daniel Soranz, ex-secretário municipal de Saúde do Rio, defende que o Ministério da Saúde compre novas doses para ampliar a proteção da população. Segundo ele, o crescimento das infecções na capital acende um alerta para outras regiões do país.