ClickRio
Últimas
Política

turismo de terror no rio ganha espaço com lendas do centro

Roteiros percorrem pontos históricos da cidade e exploram narrativas que misturam memória, medo e tradição carioca.

· 3 min de leitura
turismo de terror no rio ganha espaço com lendas do centro
Foto: Reprodução

turismo de terror no Rio ganha espaço em roteiros que misturam história, lendas e memória urbana. Neste sábado (31), com o Halloween, passeios pelo Centro e por outras áreas da cidade chamam a atenção de moradores e visitantes.

A capital fluminense tem praias e cartões-postais, mas também reúne narrativas de assombração. Além disso, guias de turismo transformam esses relatos em passeios temáticos, com destaque para o Arco do Teles, a antiga Cadeia Velha e o Castelinho do Flamengo.

Lendas no Centro do Rio

No Arco do Teles, na região da Praça XV, a história mais conhecida envolve Bárbara dos Prazeres, a chamada Bruxa do Arco do Teles. Segundo relatos citados por guias, ela teria sido uma portuguesa chegada ao Rio no fim do século XVIII.

De acordo com a versão lembrada nos roteiros, a mulher viveu um romance conturbado e teria recorrido à feitiçaria para tentar recuperar a juventude. Ainda segundo a lenda, um feiticeiro teria indicado rituais com sangue para esse fim.

Os passeios também passam pelo Palácio Tiradentes, sede histórica da Alerj. Antes disso, o prédio funcionou como Cadeia Velha e, conforme os relatos turísticos, carrega histórias ligadas a sofrimento, gritos e ruídos.

Esses roteiros exploram também a memória de pessoas escravizadas e de presos que passaram pelo local. Assim, o passeio combina arquitetura, história política e narrativas sobrenaturais em um mesmo percurso.

Casas, castelos e assombrações

Na Zona Sul, o Castelinho do Flamengo também entra na rota do medo. A construção abriga hoje o Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho, mas ganhou fama por uma lenda envolvendo a família Fernandes.

Segundo a história, Avelino Fernandes e Dona Rosalina Feu Fernandes teriam morrido atropelados por um bonde em frente ao imóvel. Depois disso, a filha do casal, Maria de Lourdes Feu Fernandes, teria sofrido maus-tratos e se jogado da torre do prédio.

Desde então, a lenda diz que o espírito da jovem assombra o local. Entretanto, os relatos nunca tiveram comprovação, embora moradores e antigos ocupantes falem em barulhos estranhos e aparições.

Entre Botafogo e Flamengo, o Morro da Viúva também aparece nesses roteiros. O lugar reúne um reservatório do século XIX e um pequeno castelo, enquanto o nome da área remete à viúva de Joaquim Figueiredo Pessoa de Barros, em 1753.

Roteiros e interesse do público

Segundo a guia de turismo Aparecida Klebis Jeronymo, os roteiros ligados ao medo vêm crescendo na cidade. Ela afirma que o turismo no Rio também pode abordar histórias menos conhecidas, e não apenas praias e paisagens famosas.

“Dentro da nossa história dá para colocar um pouquinho da história que o mundo fala e que o livro não conta”, afirmou a guia.

Ela também destacou a importância dessas narrativas para a cultura carioca. “A importância desse tipo de turismo e dessas histórias para o fortalecimento da cultura carioca é plena”, disse.

Na última sexta-feira (30), um passeio chamado “Tour de Halloween — Assombrações do Rio” saiu da escadaria do Theatro Municipal. O roteiro percorreu histórias fantasmagóricas do Centro e mostrou que há público para esse tipo de visita.

Além disso, iniciativas temáticas continuam atraindo visitantes que buscam outra leitura da cidade. No Rio, o turismo de terror mistura entretenimento e memória e mantém vivas lendas que atravessam gerações.

No fim, o passeio mostra um outro lado da capital fluminense. Em alguns endereços, porém, a história local parece caminhar junto com o mistério.