Flim em Maricá começa com homenagem a Marilena Chauí
A 11ª Festa Literária Internacional de Maricá registrou venda de 15 mil livros no primeiro dia e segue até 8 de novembro.

A Festa Literária de Maricá começou nesta sexta-feira (30) com a homenagem a Marilena Chauí. A festa literária de Maricá também registrou a venda de 15 mil livros no primeiro dia, segundo a organização.
O evento acontece na Orla do Parque Nanci e segue até 8 de novembro. Além disso, a programação reúne debates sobre educação, diversidade e acesso à literatura, com entrada gratuita.
A abertura oficial contou com participação remota de Marilena Chauí, professora emérita da Universidade de São Paulo (USP). Ela é reconhecida por obras sobre democracia, cultura e cidadania. “Obrigada por me darem essa alegria, diante disso que eu chamo ‘o esplendor do livro’”, declarou a homenageada.
O prefeito Washington Quaquá (PT) afirmou que a proposta é transformar a leitura em hábito permanente. Segundo ele, o incentivo deve alcançar principalmente crianças e jovens. “Temos que levar a leitura para as nossas crianças e para o nosso povo, incentivar o hábito de escrever e fazer com que nossa cabeça ganhe o mundo através da leitura”, disse.
Vale-livro impulsiona vendas
Um dos destaques desta edição é a ampliação do FlimCard. O benefício oferece R$ 300 para a compra de livros por estudantes e profissionais da educação contemplados pelo programa.
De acordo com a presidente do Banco Mumbuca, Manuella Mello, cerca de 15 mil exemplares foram vendidos no primeiro dia. O movimento alcançou aproximadamente 600 mil mumbucas, moeda social usada no município.
O secretário municipal de Educação, Rodrigo Moura, afirmou que a iniciativa busca democratizar o acesso à literatura. Além disso, ele disse que a proposta amplia as possibilidades de escolha dos leitores.
Debates e atrações culturais
Antes da cerimônia oficial, Aline Midlej e Bárbara Carine participaram do debate “Palavras que libertam: leituras negras, futuros livres”. A conversa teve mediação de Rodrigo Moura e tratou do papel dos livros na construção da identidade.
A jornalista Aline Midlej afirmou que as palavras ajudam a criar espaços para diferentes experiências. “Como é que a gente constrói espaços onde possam caber todas as assinaturas possíveis? As palavras estão aí como instrumento para a gente se reumanizar como país”, disse. Bárbara Carine, por sua vez, destacou que a literatura pode dar novos sentidos às palavras e estimular a empatia.
Além dos debates, a FLIM também oferece atividades para crianças e famílias. A FLIMzinha teve pintura facial, teatro infantil e apresentação das Guerreiras do K-pop, enquanto a Arena do Estudante recebeu a atração Muriquinho Pequenino.
Outra novidade é o projeto “Língua ao Mar — A arte que fala português”, voltado ao intercâmbio cultural entre o Brasil e outros países de língua portuguesa. A proposta dá destaque especial às nações africanas.
A estrutura da festa ainda inclui espaços para escritores locais, Rádio FLIM, Maricá Games e atividades do Congresso da União Maricaense dos Estudantes (UMES). A programação é promovida pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação e da Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ).



