Medicamento de R$ 366 mil passa a integrar tratamentos no SUS
O abemaciclibe começa a ser distribuído em centros de referência e faz parte de um pacote com nove novos remédios oncológicos.

O Ministério da Saúde começou a disponibilizar, neste mês, tratamentos contra o câncer no SUS com nove novos medicamentos de alta tecnologia. Os remédios atendem principalmente casos de linfomas e tumores de mama, próstata e pulmão. Com a mudança, a rede pública amplia em 35% a oferta de terapias oncológicas.
Entre os medicamentos incorporados, o abemaciclibe recebe destaque. Ele atua contra subtipos avançados de câncer de mama e tem alto custo no setor privado. Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento completo pode chegar a R$ 366 mil na rede particular.
Distribuição começa por centros de referência
A entrega do abemaciclibe e dos demais remédios terá início em 20 centros oncológicos de referência. As unidades ficam distribuídas por todas as regiões do Brasil, e uma delas está no Rio de Janeiro. Assim, o ministério quer garantir cobertura universal para quem precisa do medicamento.
A distribuição nacional deve terminar ainda este ano. Além disso, a pasta trabalha para expandir a oferta de todo o pacote de medicamentos oncológicos até dezembro. O abemaciclibe faz parte desse conjunto e integra a lista de tratamentos contra o câncer no SUS.
Meta inclui 23 novas terapias
Os nove medicamentos recém-incorporados representam a primeira etapa de um plano maior. A meta do Ministério da Saúde é chegar a 23 novas terapias oncológicas na rede pública. Dessa forma, o governo amplia o acesso a tratamentos de alta tecnologia.
Para viabilizar a oferta, a pasta assumiu a negociação e a compra direta de 10 medicamentos. Além disso, articulou uma ata de preços para que os estados comprem outros nove com desconto. O ministério também ampliou o repasse de verbas federais para garantir o fornecimento dos quatro últimos.
Com a incorporação total das 23 terapias, o impacto orçamentário estimado chega a R$ 4 bilhões por ano na saúde pública. Portanto, o governo prevê concluir essa etapa até o fim do ano. O avanço inclui novas opções de tratamentos contra o câncer no SUS e amplia a rede de atendimento oncológico.