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Gustavo Tutuca entra na disputa pela presidência da Alerj

Deputado aposta em apoio de União Progressista, PSD e parte da esquerda para enfrentar André Ceciliano na Assembleia.

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Gustavo Tutuca entra na disputa pela presidência da Alerj
Foto: Reprodução

Gustavo Tutuca entrou na disputa pela presidência da Alerj e passou a se apresentar como o nome capaz de derrotar André Ceciliano (PT). A movimentação ganhou força após articulações com PP, União Brasil, PSD e deputados de esquerda. A presidência da Alerj virou o centro da disputa interna na Assembleia Legislativa do Rio.

Segundo Tutuca, o presidente do PP, deputado federal Dr. Luizinho, vai convencer Antonio Rueda, presidente do União Brasil, a apoiar seu nome. Ele afirma, ainda, que representará a Federação União Progressista. Além disso, diz que terá o apoio do PSD de Eduardo Paes e de parlamentares de esquerda que se afastaram de suas bancadas.

Com esse arranjo, Tutuca tenta se firmar como alternativa a Ceciliano, que voltou à Assembleia após as eleições de outubro. O ex-presidente da Casa também aparece fortalecido pela experiência em disputas anteriores. Em 2019, ele venceu com 49 votos e, dois anos depois, conquistou 64 dos 69 votos registrados.

Força das bancadas

O desenho político da Alerj também pesa na escolha. O PL elegeu 21 deputados, enquanto as bancadas de esquerda e centro-esquerda, somadas ao PSD, reúnem 28 parlamentares. Já a Federação União Progressista, com cinco deputados do PP e quatro do União Brasil, pode ser decisiva na votação.

Anderson Moraes (PL), que era apontado como o nome preferido do grupo do governador eleito Douglas Ruas, perdeu força após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL). Guilherme Delaroli (PL), atual primeiro vice-presidente, continua na disputa. Entretanto, ele busca ampliar espaço sem confronto direto com os principais nomes.

Com isso, Tutuca tenta ocupar uma terceira via. A eleição para a Mesa Diretora deve refletir o novo equilíbrio de forças após o pleito estadual e a reorganização das bancadas.

Questões no STF e no TSE

Enquanto a disputa interna avançava, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, cobrou explicações do Tribunal Superior Eleitoral sobre a decisão que encerrou, em primeiro turno, a eleição para governador do Rio. A manifestação ocorreu depois de provocação do PSD de Eduardo Paes.

Nunes Marques, presidente do TSE, respondeu ao pedido e detalhou a sequência do indeferimento do registro de Anthony Garotinho, além dos recursos e embargos apresentados. Ele afirmou que já não era tecnicamente possível realizar um eventual segundo turno para governador em 25 de outubro de 2026.

Depois disso, Zanin encaminhou o caso à Advocacia-Geral da União e à Procuradoria-Geral da República. Agora, as respostas serão analisadas pelo relator. Portanto, o processo ainda pode ter desdobramentos, embora a data da eleição suplementar já tenha passado no calendário da Justiça Eleitoral.

O calendário previsto pela Justiça Eleitoral apontava 6 de dezembro como última data para uma eleição suplementar. Além disso, o processo democrático exigiria ao menos três semanas de campanha. Douglas Ruas deve ser diplomado até 18 de dezembro, e a posse está marcada para 6 de janeiro.

Com a eleição direta já realizada, a discussão sobre quem ocuparia o governo do estado perdeu objeto. Assim, a decisão do STF deixou de ser necessária para esse ponto específico.