Flávio Bolsonaro, Richarlison e ação na Alerj marcam a política no Rio
Pedido ambiental em Angra, disputa judicial sobre ilha e decisões da Justiça movimentam o noticiário político desta terça-feira.

A política no Rio reuniu nesta terça-feira (27) disputas judiciais, decisões da Justiça e medidas na Alerj. Em Angra dos Reis, pedidos ambientais feitos por Willer Tomaz voltaram ao centro de uma briga envolvendo Richarlison e Flávio Bolsonaro.
Os requerimentos foram apresentados ao Instituto Estadual do Ambiente poucas horas depois de um decreto de Cláudio Castro. A medida alterava regras de áreas de proteção ambiental e citava a APA de Tamoios.
Pedido para ampliar obras em ilhas
Na Ilha Comprida, o empresário pediu autorização para ampliar a ocupação e erguer uma casa com mais de 700 m². O projeto também previa cais e academia. Já na Ilha José André, a proposta incluía resort de luxo, piscinas, spa, restaurante, hangar e heliponto.
Richarlison afirma que comprou a casa na ilha em outubro de 2020. Ele também diz ter gasto cerca de R$ 10 milhões na compra e na reforma do imóvel.
Segundo o atacante, a disputa começou após visita de Flávio Bolsonaro à ilha. O jogador afirma que recusou uma oferta do senador e que, depois disso, amigos atuaram para retirar seus direitos sobre o imóvel.
Tomaz apresentou versão diferente e disse que os documentos do atleta mostram compra de um posseiro. Ele também afirmou que a empresa que mantinha o imóvel em seu nome desde 1986 não recebeu pagamento de Richarlison.
O decreto de Castro acabou revogado cerca de 20 dias depois, já durante a gestão do desembargador Ricardo Couto. Mesmo assim, os pedidos não avançaram e o aumento das taxas de ocupação não foi concedido.
Decisões judiciais na capital
No Rio, a Justiça determinou que o deputado estadual Filippe Poubel retire das redes sociais um vídeo sobre João Pires. A decisão também proibiu a republicação do conteúdo e novas afirmações iguais às questionadas.
A juíza Natascha Maculan Adum Dazzi fixou multa de R$ 50 mil para Poubel e para a Meta em caso de descumprimento. O vídeo associa Pires a investigados na Operação Unha e Carne, da Polícia Federal.
Em outra frente, a Justiça do Trabalho concedeu liminar contra a deputada Índia Armelau. A decisão impede incentivo a demissões, constrangimentos ou perseguições por convicções políticas.
O caso começou após postagens feitas depois da vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno. O Ministério Público do Trabalho também pediu indenização por dano moral coletivo de R$ 500 mil.
Denúncias e atuação na Alerj
Também nesta terça-feira, a deputada Dani Balbi lançou uma central de WhatsApp para receber relatos de assédio e discriminação política no trabalho. As denúncias serão enviadas ao Ministério Público do Trabalho.
Segundo a parlamentar, o gabinete passou a receber queixas após o resultado da eleição presidencial. O número divulgado para contato é (21) 96432-0325.
Na Alerj, outra pauta aprovada foi o projeto que cria distribuição gratuita de suplementos vitamínicos para pacientes que fizeram cirurgia bariátrica. A proposta segue para sanção ou veto do governador.
Enquanto isso, Niterói voltou a aparecer como base importante para Lula no estado. O município ampliou a vantagem do presidente sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno.
A cidade também concentrou atos de campanha e mobilização política. O prefeito Rodrigo Neves participou de agendas com lideranças e movimentos estudantis ao longo da disputa eleitoral.



