Flávio Bolsonaro terá visto para entrar nos Estados Unidos
Departamento de Estado americano anunciou a autorização, enquanto o senador segue no centro de inquéritos e rumores sobre saída do Brasil.

O governo de Donald Trump anunciou que vai conceder visto e permitir a entrada de Flávio Bolsonaro, do PL, nos Estados Unidos. O caso envolve o senador Flávio Bolsonaro e sua família, segundo o Departamento de Estado americano. Até agora, porém, não houve confirmação oficial sobre a presença dele em solo estadunidense.
As autoridades brasileiras informaram que não há registro formal de saída do senador do território nacional. Portanto, segundo esse registro, ele não passou por posto de imigração. No início da manhã, surgiram rumores sobre uma ida à Argentina, mas o governo do país negou a informação.
Passaportes e investigações
Flávio teve os passaportes cancelados pela Polícia Federal depois de prometer entregá-los e não cumprir. O confisco ocorreu por determinação do Supremo Tribunal Federal, que investiga o senador em dois inquéritos. Um apura lavagem de dinheiro por meio de plataformas de jogos. O outro trata do recebimento de verbas do banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master.
A possibilidade de saída do país passou a ser discutida entre o senador e aliados na noite de domingo, segundo interlocutores. Eles afirmam que Flávio já deixou o Brasil. A ideia inicial era enviar a mulher e as filhas ao exterior por segurança. No entanto, os planos mudaram depois da decisão do STF sobre os passaportes.
O presidente Lula, que venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno, comentou a situação. Em declaração, ele disse: “O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa ou tem medo de alguma coisa. E não vá dizer lá fora que o Brasil não tem democracia. Se não tivesse democracia, um miliciano não poderia ser candidato à Presidência. Lamento a falta de respeito que ele teve com eleitores dele e com a democracia”.
Decisões no Rio
No Rio, a Justiça determinou que o deputado estadual Filippe Poubel, eleito federal, retire das redes sociais um vídeo sobre João Pires, o João Pires do PSD. A decisão liminar saiu nesta terça-feira, assinada pela juíza Natascha Maculan Adum Dazzi, da 2ª Vara Cível da Capital.
O vídeo, publicado em 17 de outubro, relaciona Pires a investigados na Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A magistrada também proibiu a republicação do conteúdo e novas afirmações consideradas falsas nesta fase inicial do processo. Poubel e a Meta, responsável pelo Facebook e pelo Instagram, têm um dia útil para cumprir a ordem.
Em caso de descumprimento, cada um poderá pagar multa de R$ 50 mil. A juíza ainda destacou que o vídeo associa o ex-secretário a pessoas investigadas criminalmente e pode passar ao público uma impressão indevida sobre vínculos funcionais e políticos.
Outro ponto analisado envolveu Luiz Ricardo Estevam Lima, conhecido como “Tchetcheco Trindade”. A decisão aponta que ele era ligado à estrutura estadual do Procon, e não à secretaria municipal chefiada por Pires. Também houve análise sobre Edvaldo Ferreira Borges, o “Biscoito”, e sobre a cronologia dos fatos.
Assédio eleitoral
Também nesta terça-feira, a deputada estadual Dani Balbi lançou uma central de WhatsApp para receber relatos de assédio e discriminação política no trabalho. O número informado é (21) 96432-0325, e o material recebido seguirá para o Ministério Público do Trabalho.
Segundo a deputada, o gabinete passou a receber queixas após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro. Além disso, a Justiça do Trabalho já havia proibido o Supermercados Zona Sul de enviar mensagens de teor eleitoral aos funcionários. A empresa também teve de se retratar.
Na mesma linha, a Justiça do Trabalho concedeu liminar contra Índia Armelau, do PL. A decisão proibiu a parlamentar de incentivar empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por convicções políticas. O MPT-RJ pede ainda indenização de R$ 500 mil por dano moral coletivo.
Índia escreveu nas redes sociais que empresários deveriam verificar se funcionários “fizeram L”. Depois, disse que suas postagens apoiavam a campanha “Não Contrate Quem Odeia Empresário”. Ela negou ter defendido demissões por opção política.
Agenda política no Rio
Na Câmara do Rio, o general André Janones poderá receber a Medalha Pedro Ernesto, proposta pelo petista Leonel de Esquerda. A homenagem depende de aprovação formal, embora a sessão tenha tido apenas um voto contrário, do líder do PL, Rogério Amorim.
Em Niterói, a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro cresceu do primeiro para o segundo turno. O prefeito Rodrigo Neves participou de atos e agendas ao lado de aliados, enquanto Lula venceu a disputa na cidade com margem maior na rodada final.
Já na Alerj, a Comissão de Orçamento aprovou o parecer prévio do PLOA de 2027. O texto prevê déficit de R$ 13,9 bilhões e segue para análise no plenário. A votação final está marcada para 17 de dezembro.



