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Alerj pode mudar após decisões da Justiça Eleitoral no Rio

Candidaturas indeferidas ainda podem alterar cadeiras, bancadas e até a ordem dos eleitos na Assembleia Legislativa.

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Alerj pode mudar após decisões da Justiça Eleitoral no Rio
Foto: Reprodução

A composição da Alerj ainda pode mudar por decisão da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro. Candidaturas indeferidas seguem em análise e podem alterar a lista dos eleitos, as bancadas e a totalização dos votos.

O caso mais recente envolve Luiz Martins (PSDB), que recebeu 24.651 votos. Nesta quarta-feira (21), o TRE-RJ decidiu a favor do ex-deputado e deferiu o registro de candidatura.

Se os votos de Luiz Martins forem validados, a Federação PSDB/Cidadania pode ganhar uma segunda cadeira. Hoje, o grupo elegeu apenas Léo Vieira Filho. Alerj aparece, portanto, no centro de uma disputa que ainda depende de nova totalização oficial.

Outros nomes seguem em disputa

Além de Luiz Martins, outros seis candidatos aparecem com pendências judiciais. São eles João Drumond (PRD), Diego Alba (PSDB), Renato Machado (PT), Val Ceasa (PRD), Paulo Melo (União Brasil) e Vaguinho Neguinho (PRD).

João Drumond recebeu 55.759 votos. Diego Alba teve 48.547, enquanto Renato Machado somou 48.300. Val Ceasa registrou 47.080 votos, Paulo Melo obteve 33.546 e Vaguinho Neguinho ficou com 27.391.

Cinco desses nomes tiveram votação nominal maior que a de Carlos Russo (DC), eleito com 27.447 votos. Ainda assim, a ordem final depende do sistema proporcional.

Isso ocorre porque a eleição para deputado estadual considera votos individuais e também o desempenho dos partidos e federações. Por isso, uma decisão judicial pode mexer em mais de uma cadeira ao mesmo tempo.

Federações acompanham o impacto

Na Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, a disputa envolve três cadeiras. Foram eleitos Munir Neto, com 52.808 votos, Soldado Tobias, com 37.969, e Arthur Monteiro, com 35.844.

João Drumond superou nominalmente os três eleitos. Além disso, Val Ceasa também ficou à frente de Tobias e Arthur em votos individuais. Caso os registros sejam deferidos, a ordem interna da federação pode mudar.

Vaguinho Neguinho também pode influenciar a conta final, se sua candidatura avançar. Dessa forma, a distribuição de vagas do grupo ainda pode ser redesenhada.

Na Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, a discussão envolve Renato Machado. O candidato teve o registro indeferido pelo TRE-RJ, mas tenta reverter a decisão.

Se a candidatura for validada, os votos de Renato poderão alterar a relação de eleitos. Nesse cenário, Raone Ferreira (PT), eleito com 28.377 votos, pode ser afetado pela nova distribuição.

Decisões ainda podem alterar cadeiras

Na Federação PSDB/Cidadania, a decisão favorável a Luiz Martins já abriu espaço para uma possível ampliação da bancada. Entretanto, outro processo ainda pode mudar esse quadro.

Diego Alba também recorre contra o indeferimento de sua candidatura. O Ministério Público Eleitoral apresentou parecer contrário ao recurso, e o caso segue no TSE.

Se os votos de Diego forem validados, a federação precisará refazer a conta das cadeiras. Ele obteve votação superior à de Luiz Martins, o que pode influenciar a distribuição interna.

Paulo Melo, ex-presidente da Alerj, também aguarda decisão. O registro dele foi indeferido pelo TRE-RJ, e o processo chegou ao TSE.

Uma decisão favorável ao ex-deputado pode acrescentar seus votos à Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Ainda assim, a Justiça Eleitoral terá de refazer os cálculos da eleição proporcional.

Na prática, a validação de um candidato não significa substituição automática de outro parlamentar. A nova totalização considera votos válidos, quociente eleitoral e quociente partidário.

Assim, a relação final de deputados pode mudar antes da posse, prevista para 1º de fevereiro de 2027. Até lá, parte do resultado ainda depende dos tribunais.