Operação israelense desloca mais de 2,6 mil palestinos em Hebron
Autoridade Palestina afirma que mulheres, crianças e idosos estão entre os atingidos pela ação militar na Cisjordânia ocupada.

Operação israelense em Hebron, na Cisjordânia ocupada, deslocou mais de 2.670 palestinos desde sexta-feira (23). A informação foi divulgada neste domingo pela Autoridade Palestina, que relatou a saída forçada de moradores de suas casas. Entre os atingidos, segundo o órgão, estão mulheres, crianças e idosos.
A ofensiva começou depois que dois soldados israelenses, de 20 e 23 anos, morreram em um ataque a tiros nas proximidades de Hebron. O caso ocorreu na maior cidade da Cisjordânia ocupada e levou Israel a ampliar as ações militares na região. Entenda a Cisjordânia.
Netanyahu anuncia operação militar
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou uma ampla operação militar. O governo israelense classificou a ação como “antiterrorista” e determinou o “fechamento total” do território.
As forças israelenses entraram no bairro de Ein Deir Baha, onde moravam os dois autores do ataque. Em seguida, os militares ordenaram que os residentes reunissem seus pertences e deixassem as casas.
Em publicação na rede social X, o gabinete do primeiro-ministro palestino informou que mais de 2.670 pessoas deixaram suas casas em Hebron. O comunicado atribuiu os números a dados da prefeitura local. Além disso, no sábado, o ministro da Defesa de Israel disse que cerca de 2 mil palestinos já tinham sido “evacuados”.
Restrição de circulação na Cisjordânia
O Exército israelense também anunciou o fechamento da Cisjordânia ocupada. A medida faz parte das ações adotadas após o ataque que matou os dois soldados.
Enquanto isso, veículos militares e soldados israelenses permaneciam nas ruas de Hebron neste domingo. A operação ocorre em meio à intensificação das ações militares israelenses no território palestino. Por isso, a retirada de milhares de moradores virou um dos principais efeitos da ofensiva iniciada na última sexta-feira.



