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Lula é reeleito para quarto mandato após virar no segundo turno

Petista supera Flávio Bolsonaro, alcança mais de 51% dos votos válidos e inicia nova etapa no Planalto.

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Lula é reeleito para quarto mandato após virar no segundo turno
Foto: Reprodução

Lula é reeleito para quarto mandato após virar a disputa no segundo turno e superar Flávio Bolsonaro, com mais de 51% dos votos válidos. A reeleição de Lula marca um fato inédito desde 1989, quando começaram as eleições da redemocratização.

O presidente voltou ao cargo depois de ter perdido no primeiro turno para o senador do PL. A virada, no entanto, aconteceu na etapa final da votação e alterou o resultado da eleição presidencial.

Com o novo mandato, Lula afirma que pretende dar continuidade à reconstrução nacional iniciada em 2023. Além disso, ele cita a ampliação de políticas de inclusão social, o retorno dos investimentos públicos e o estímulo ao crescimento econômico.

Da trajetória sindical ao Planalto

Nascido em Garanhuns, Pernambuco, Lula mudou-se ainda criança com a família para São Paulo. Torneiro mecânico, ele começou sua atuação pública no movimento sindical e, em 1975, chegou ao comando do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.

Dois anos depois, Lula foi reeleito para o mesmo cargo. Em seguida, liderou as greves no ABC paulista, que mobilizaram milhares de trabalhadores e enfrentaram a ditadura militar. A repressão ao movimento, que levou Lula à prisão, ampliou sua projeção nacional.

Em 1980, ele participou da fundação do PT e, depois, da CUT. Também integrou a campanha Diretas Já, em 1984. Dois anos depois, elegeu-se deputado federal constituinte com a maior votação do país.

Lula disputou a Presidência pela primeira vez em 1989 e perdeu para Fernando Collor no segundo turno. Depois, concorreu em 1994 e 1998, mas foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso. A primeira vitória veio em 2002, com José Alencar como vice-presidente.

Os governos anteriores

No primeiro mandato, entre 2003 e 2006, o governo lançou ações de combate à fome e à pobreza. O Fome Zero reuniu iniciativas de segurança alimentar, enquanto o Bolsa Família unificou programas de transferência de renda.

Naquele período, o benefício atendeu 11 milhões de famílias. Além disso, o governo adotou medidas de valorização do salário mínimo e de expansão do crédito.

Na economia, a administração quitou antecipadamente a dívida com o FMI e acumulou reservas internacionais. No segundo mandato, entre 2007 e 2010, o PAC reuniu obras em várias áreas, enquanto o Minha Casa, Minha Vida ampliou a oferta de moradias populares.

O Luz para Todos levou energia elétrica a comunidades e propriedades rurais sem acesso ao serviço. Na educação, o Prouni e o Fies ampliaram o acesso ao ensino superior privado. Também houve criação de universidades federais e escolas técnicas.

Na saúde, o Brasil Sorridente ampliou o atendimento odontológico. Ao mesmo tempo, a política externa fortaleceu a articulação com países da América Latina e ampliou a presença brasileira em fóruns como Mercosul e BRICS.

Terceiro mandato e novos desafios

Em 2023, Lula voltou ao Planalto com prioridade para reconstruir políticas públicas e retomar programas sociais. O governo também restabeleceu mecanismos de participação social e conferências nacionais.

Na economia, o Novo PAC passou a reunir investimentos em infraestrutura. O Bolsa Família voltou com valor mínimo de R$ 600 e benefícios adicionais para públicos específicos. Além disso, o governo criou o Brasil Sem Fome para enfrentar a insegurança alimentar.

O Minha Casa, Minha Vida foi retomado com meta de contratar e entregar novas unidades habitacionais. Já o Pé-de-Meia passou a oferecer incentivos financeiros a estudantes do ensino médio, para reduzir a evasão escolar.

Na saúde, o Farmácia Popular ampliou a gratuidade de medicamentos incluídos no programa. Na área ambiental, o governo destacou ações de combate ao desmatamento, reforço da fiscalização e ampliação de áreas de conservação.

Com a reeleição de Lula, o novo mandato também deve enfrentar a articulação com o Congresso. Entre as prioridades citadas estão infraestrutura, reforma tributária, educação, saúde e geração de emprego e renda.

O presidente também sinalizou a possibilidade de criar uma versão universitária do Pé-de-Meia, com depósitos mensais de R$ 700 durante 12 meses. Os detalhes, porém, ainda dependem de confirmação antes da publicação.