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Trem que flutua no Rio pode chegar ao mercado após 20 anos

UFRJ licenciou o MagLev-Cobra à Aerom, que vai avançar com a versão industrial e automatizada do projeto.

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Trem que flutua no Rio pode chegar ao mercado após 20 anos
Foto: Reprodução

O trem flutuante no Rio criado pela UFRJ pode avançar para o mercado após cerca de 20 anos de pesquisa. O projeto MagLev-Cobra ganhou novo impulso no dia 1º de outubro, quando a universidade oficializou o licenciamento com a Aerom.

O sistema usa levitação magnética supercondutora e busca oferecer uma alternativa aos trens tradicionais. Dessa forma, a parceria deve levar o projeto ao nível de maturidade tecnológica 8, chamado TRL 8, etapa necessária para a operação comercial.

Contrato com a Aerom

A UFRJ assinou o contrato com a Aerom, empresa brasileira voltada à mobilidade sustentável. O documento teve a assinatura do reitor Roberto Medronho, da diretora da Inova UFRJ, Daniela Uziel, e do CEO da Aerom, Marcus Coester.

Apesar do avanço, a data oficial de lançamento comercial ainda não foi divulgada. Assim, o projeto segue sem previsão para chegar ao público em larga escala.

Testes anteriores com passageiros

Antes dessa nova fase, o MagLev-Cobra já passou por testes com passageiros. Um protótipo em escala real operou em uma linha experimental de 200 metros na Cidade Universitária.

Esse período ocorreu de 2014 até o início da pandemia de Covid-19. Além disso, o veículo transportou mais de 20 mil passageiros durante os testes.

Agora, a união entre UFRJ e Aerom deve viabilizar uma nova versão industrial e 100% automatizada. Com isso, o MagLev-Cobra voltará a realizar viagens diárias para avaliação de engenheiros e técnicos.