Zona Oeste, samba e educação marcam o fim de semana no Rio
Programação reúne apuração do segundo turno, ações na Baixada e questionamentos sobre contratos da Secretaria de Educação.

O fim de semana no Rio reúne votação do segundo turno, samba da apuração no Centro e atividades na Baixada. Além disso, a programação inclui os últimos dias de uma exposição no Museu Nacional.
No domingo (25), o Samba do Passeio vira Samba da Apuração no Passeio Público. A partir das 12h, o evento terá roda de samba, DJ, telão com a contagem dos votos e entrada gratuita.
O espaço também vai oferecer feira gastronômica, barracas de artesanato, moda, acessórios e área kids. O Passeio Público fica na Rua do Passeio, na região central da cidade.
Exposição no Museu Nacional
A Quinta da Boa Vista recebe, neste sábado e domingo, a última chance para visitar duas mostras temporárias. As exposições são “Bastidores da Ciência” e “Rescaldo das Memórias”, ambas com entrada franca.
A segunda mostra trata da reconstrução do Museu Nacional e exibe uma obra de Vik Muniz. A peça foi criada com cinzas e fragmentos do incêndio de 2018 e está na sala onde o fogo começou.
Já “Bastidores da Ciência” destaca o trabalho de restauração, paleoarte e taxidermia da instituição. A visitação ocorre das 10h às 16h, com última entrada às 15h30, e os ingressos devem ser retirados antes pela Sympla.
Dia do Artista da Baixada
Na Baixada Fluminense, o sábado (24) começa com o Dia do Artista da Baixada Fluminense. A programação gratuita começa às 9h, no Patronato São Vicente, no Centro de Nova Iguaçu.
O evento terá café comunitário, apresentação do monólogo “Enquanto Eles me Matam, Eu Pari o Mundo” e homenagem ao ator e produtor Luiz Valentim. Depois disso, a agenda termina com a exibição de “Memória: História é Filme, Não é Foto”, dirigido por Emanuel Sant.
O espaço fica na Avenida Governador Portela, número 382, e a entrada é gratuita. A organização informou ainda que a atividade celebra nomes ligados à produção cultural da região.
Assédio eleitoral em supermercados
O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro acionou a Justiça do Trabalho contra o Grupo Zona Sul. A entidade recebeu denúncias de possível assédio eleitoral na rede de supermercados.
O caso envolve uma carta assinada pelo presidente da empresa e distribuída aos funcionários antes das eleições. O texto fala em “voto consciente” e em “necessidade de mudança” no país.
A mensagem não cita candidatos nem partidos. Porém, ela afirma que o Brasil vive um “esgotamento ético, moral e de modelo” e defende mudança de postura e prioridades.
O caso também está sob análise do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro, que registrou uma Notícia de Fato. A apuração busca verificar possível irregularidade trabalhista na conduta da empresa.
Segundo o sindicato, a ação quer garantir o livre exercício democrático dos trabalhadores. A entidade também quer impedir uso do ambiente profissional para influenciar escolhas políticas.
Mobilização política na Zona Oeste
No campo político, o vereador William Siri, do PSOL, intensificou atos em favor de Luiz Inácio Lula da Silva. Desde o início do segundo turno, ele atua em regiões onde Flávio Bolsonaro teve votação forte no primeiro turno.
Entre elas, estão a Zona Oeste da capital e a Baixada Fluminense. Siri afirma que a estratégia busca conversar com trabalhadores em bairros onde a direita teve maior desempenho.
O vereador nasceu no Km 32, em Nova Iguaçu, e se elegeu vereador do Rio em 2020. Ele também foi reeleito em 2024 e assumiu a liderança da bancada do PSOL na Câmara Municipal em março de 2026.
A agenda dele passou por Bangu, Realengo, Km 32, Pedra de Guaratiba, Seropédica e Sepetiba. O encerramento da mobilização está previsto para sábado (24), em Campo Grande.
Segundo Siri, os atos têm reunido participação expressiva. Ele disse que a campanha tenta ampliar votos em áreas onde a esquerda tem menos força eleitoral.
Educação e contratos da FGV
Também ganhou repercussão a abertura de dois procedimentos de contratação direta da Fundação Getulio Vargas pela Secretaria Estadual de Educação. Os valores somados chegam a R$ 40.172.444,00.
Um dos processos prevê consultoria para reorganização administrativa e formação de lideranças. O outro trata de cursos de mestrado e doutorado profissional em Administração Pública para servidores estaduais.
As contratações são questionadas pelo deputado estadual Alan Lopes, do PL. Ele aponta semelhanças nas justificativas usadas para a escolha da FGV sem concorrência.
Os procedimentos foram publicados no Portal Nacional de Contratações Públicas em 2 e 8 de outubro. Um deles prevê até cinco mil participantes na formação de lideranças.
O outro prevê 160 vagas de mestrado profissional e até 25 de doutorado profissional. Alan Lopes também afirma que o nome da FGV aparece no Termo de Referência.
Na Assembleia Legislativa, o deputado disse que os textos têm trechos muito parecidos. Ele também informou que pretende levar o caso ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado.
O governador em exercício Ricardo Couto contestou as acusações ligadas ao processo de R$ 20,7 milhões. Ele afirmou que havia apenas consultas de preços e que outras instituições seriam ouvidas.
Mesmo assim, os registros públicos indicam que o primeiro procedimento já aparece como homologado em plataforma que reproduz os dados do PNCP. A situação administrativa das duas contratações ainda precisa de esclarecimento.
Palavra-chave: fim de semana no Rio



