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Paes e Alckmin fazem ato por Lula em Bangu antes do 2º turno

Encontro reuniu aliados na Zona Oeste e reforçou a mobilização de Lula na reta final da campanha presidencial.

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Paes e Alckmin fazem ato por Lula em Bangu antes do 2º turno
Foto: Reprodução

Eduardo Paes e Geraldo Alckmin reuniram aliados de Lula em Bangu, na Zona Oeste do Rio, nesta sexta-feira (23). O ato ocorreu a dois dias do segundo turno e antes do debate presidencial desta noite. A mobilização de Lula marcou o encontro no Bangu Atlético Clube.

Participaram vereadores da capital, deputados eleitos, ex-integrantes do secretariado municipal e lideranças locais. Segundo Paes, a ideia foi aproximar o eleitorado da região e ampliar a atuação nas ruas e nas redes sociais. A mobilização de Lula também pautou os discursos no evento.

Paes fala em reta final apertada

Paes disse que a campanha entra em um momento decisivo. Além disso, afirmou que pesquisas apontam disputa apertada e que o resultado depende da participação dos eleitores. Ele também disse que o grupo precisa sair do encontro para agir na campanha.

“Quando a gente fala que a eleição está empatada pela pesquisa, é a hora que a gente mais tem que se sentir empoderado”, declarou. “O que vocês fizerem de hoje até domingo pode significar a vitória de Lula nas eleições. Estou torcendo pra ser de muito, mas vai ser apertado”.

Durante o discurso, Paes criticou o grupo político de Flávio Bolsonaro e a atuação dele no estado. Ele também atribuiu às políticas estaduais de segurança pública a expansão das milícias e a perda de controle territorial em áreas da Zona Oeste. No entanto, ele não detalhou novas medidas.

Paes também citou o ato de Lula previsto para sábado (24), em Copacabana, que encerra a agenda de campanha do candidato. Ao comparar a mobilização com grandes shows já realizados no bairro, ele chamou o evento de “Lulacabana”. “Tivemos Lady Gaga, Madonna, Shakira e agora teremos Luiz Inácio Lula da Silva batendo recordes”, afirmou.

Alckmin pede voto no domingo

Geraldo Alckmin também pediu que eleitores que não votaram no primeiro turno compareçam neste domingo. Além disso, ele convocou apoiadores a falar com familiares e amigos sobre a importância do voto. O vice-presidente disse que a abstenção ainda representa um contingente relevante.

“A curva é de subida e com menor rejeição. Não foram votar 33 milhões de pessoas. Vão conversar com as pessoas para irem votar. E agora é rápido, é só um voto. Na outra foram seis”, destacou.

Alckmin também criticou o adversário do PL e comentou o debate realizado pela Band. Segundo ele, o confronto desta sexta-feira precisa esclarecer temas levantados na campanha. Ele ainda contestou declarações de Flávio sobre corrupção e citou investigações que tramitam na Justiça.

“Falam muito que são os tais no combate à corrupção. Mentira”, disse. “No último debate, nosso adversário foi desrespeitoso com Lula e não respondeu nada, nada, nada”, sublinhou.

Questionado sobre uma possível decisão judicial envolvendo o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, Alckmin disse esperar que não haja interferência nas manifestações políticas nas redes sociais. Ele mencionou também o canal “Tropa do Flávio”, ligado à mobilização de apoiadores do candidato do PL.

“Rede social hoje é um fato, e muito importante, das pessoas se manifestarem. Então, espero que não haja nenhuma interferência judicial”, afirmou.

O debate entre Lula e Flávio Bolsonaro está marcado para esta sexta-feira, às 21h20, com transmissão da TV Globo. Já o segundo turno da eleição presidencial ocorre no domingo, quando os eleitores vão às urnas em todo o país.