Eduardo Bolsonaro diz que Flávio deve deixar o Brasil se perder eleição
Ex-deputado falou sobre a disputa presidencial e voltou a criticar urnas eletrônicas e decisões do STF.

Eduardo Bolsonaro afirmou que defende a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil caso ele perca a eleição presidencial para Lula. A declaração ocorreu durante participação em um programa transmitido ao vivo nos Estados Unidos. O ex-deputado também voltou a criticar as urnas eletrônicas e decisões do Supremo Tribunal Federal.
Ao responder sobre o que a família faria se Flávio Bolsonaro não vencesse, Eduardo fez uma brincadeira inicial. Depois, completou: “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”.
Críticas ao sistema eleitoral
Na mesma entrevista, Eduardo questionou o uso das urnas eletrônicas. Além disso, afirmou que os eleitores precisam confiar nas máquinas. Ele citou uma frase atribuída a Josef Stálin e disse que não poderia provar fraude.
Segundo ele, seus adversários também não conseguiriam provar que a fraude não aconteceu. O Tribunal Superior Eleitoral, porém, afirma que nunca houve fraude comprovada no sistema eletrônico brasileiro, em uso desde 1996. Ao fim da votação, cada urna imprime um boletim com os resultados da seção.
Essas cópias também ficam afixadas no local e seguem para fiscais partidários. Além disso, o material fica disponível na internet para conferência. Eduardo também criticou decisões do STF sobre propostas de voto impresso.
Mandato e condenação
O Congresso aprovou medidas sobre o tema em 2002, 2009 e 2015. A primeira foi revogada em 2003. Já os dispositivos das outras duas acabaram derrubados pelo STF, em 2013 e 2020, sob argumento de risco ao sigilo do voto.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde 2025. Em dezembro daquele ano, a Mesa Diretora da Câmara declarou a perda do mandato por excesso de faltas às sessões. Em junho, a Primeira Turma do STF o condenou por unanimidade a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto.
A condenação ocorreu pelo crime de coação no curso do processo. A denúncia da Procuradoria-Geral da República apontou atuação junto ao governo americano. Segundo a PGR, a intenção seria pressionar o Brasil e interferir no julgamento de Jair Bolsonaro.
A condenação se tornou definitiva em 3 de outubro. Depois disso, o ministro Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento da pena. Ele também expediu mandado de prisão e ordenou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Eduardo.



