Canal Exército do Lula chega a 10 milhões no WhatsApp
Plataforma criada por André Janones também virou alvo de disputas judiciais no TSE e de decisões sobre suspensão.

O canal Exército do Lula chegou a 10 milhões de seguidores no WhatsApp na sexta-feira (23). A iniciativa foi criada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) após o primeiro turno das eleições gerais. Além disso, o espaço apoia a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na plataforma, Janones publica orientações para que apoiadores reforcem ações digitais em favor do presidente. Por isso, o canal passou a chamar atenção também fora das redes. O crescimento e o engajamento, contudo, colocaram a ferramenta no centro de disputas judiciais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Decisão no TSE
Nesta sexta-feira, o ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques determinou que o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, se abstivesse de derrubar o canal. A decisão atendeu a um pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais, ligada à candidatura de Lula à reeleição. Assim, o tema segue sob análise da Justiça Eleitoral.
Ao justificar a medida, Floriano afirmou que uma nova suspensão poderia “contribuir para criar instabilidade, fomentar desinformação e permitir semeadores de desconfiança de higidez da Justiça Eleitoral”. Ele também observou que o canal já havia sido suspenso por decisões administrativas de Nunes Marques. Dessa forma, o caso ganhou novo capítulo dentro do TSE.
Segundo o ministro, existe “relevante divergência entre membros desta Corte Superior sobre competência para ordenar a suspensão de canal de comunicação”. Essa questão ainda não foi analisada pelo plenário do tribunal. Entretanto, a discussão mostra que o tema segue aberto entre os ministros.
Regras para canais
O canal já havia sido alvo de uma ação movida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Na quinta-feira (22), Nunes Marques extinguiu o processo. Ele entendeu que houve perda de objeto após a aprovação de critérios específicos para canais de comunicação.
Com a nova resolução, o registro dos canais passou a ser exigido. Portanto, a disputa em torno do canal Exército do Lula ocorre em meio à definição dessas regras. Além disso, o caso envolve divergências no TSE sobre quem pode determinar a suspensão desse tipo de ferramenta.
Assim, o avanço do canal nas redes e as decisões recentes da Corte mantêm o assunto em destaque. Enquanto isso, a discussão jurídica segue ligada ao uso de canais de comunicação em período eleitoral.



