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Qualidade do ar em Manaus fica péssima com fumaça de queimadas

Defesa Civil registrou 401,4 microgramas de partículas por metro cúbico; prefeitura suspendeu atividades ao ar livre e fez recomendações à população.

fabricio · 2 min de leitura
Qualidade do ar em Manaus fica péssima com fumaça de queimadas
Foto: Reprodução

A qualidade do ar em Manaus atingiu nível péssimo neste sábado (17), de acordo com a Defesa Civil do município. A fumaça que cobre a capital do Amazonas há semanas elevou a concentração de micropartículas no ar a 401,4 microgramas por metro cúbico. Para efeito de comparação, o ar é considerado bom quando o índice fica abaixo de 15.

Por causa desse cenário, a prefeitura anunciou a suspensão das atividades ao ar livre entre o dia 11 e este domingo (18). Segundo o órgão, a concentração de partículas finas representa risco à saúde pública. Os grupos mais vulneráveis são idosos, gestantes, crianças e pessoas com problemas respiratórios.

Além disso, a prefeitura divulgou orientações para os moradores. Entre elas estão beber bastante água e usar máscaras do tipo PFF2 ou N95 ao sair de casa. Em caso de falta de ar intensa, dor no peito ou dificuldade para respirar, a recomendação é buscar atendimento médico com urgência.

De acordo com a administração municipal, a fumaça tem origem em queimadas no interior do Amazonas, principalmente nas regiões Leste e metropolitana. Em nota, a prefeitura afirmou que mantém o monitoramento contínuo do ar e que a volta das atividades dependerá da evolução das condições ambientais.

“A Prefeitura de Manaus mantém o monitoramento contínuo da qualidade do ar e reforça que a retomada das atividades será definida com base na evolução das condições ambientais, adotando as medidas preventivas necessárias para garantir a segurança, a saúde e o bem-estar da população”, comunicou o órgão.

Enquanto isso, o tema também mobiliza autoridades federais. Na sexta-feira (16), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a polícia investiga uma possível atuação criminosa coordenada nos incêndios da Amazônia. Segundo ele, os investigadores apuram ainda uma eventual motivação eleitoral nos ataques.

Na terça-feira (13), a Justiça determinou que o governo federal e os estados do Amazonas e do Pará prestem esclarecimentos sobre as medidas adotadas para conter a crise. Desde o início do mês, os dois estados enfrentam aumento nas queimadas.

No Amazonas, 36 municípios tiveram estado de emergência reconhecido pelo governo federal em razão dos incêndios que atingem a floresta. Por fim, as queimadas têm sido agravadas pelo fenômeno climático El Niño.