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Ilha do Fundão: UFRJ nasceu da união de oito ilhas no Rio

Obra iniciada em 1949, autorizada por Getúlio Vargas, aterrou ilhas da Baía de Guanabara; igreja, hangar e elevações lembram a geografia original.

fabricio · 2 min de leitura
Ilha do Fundão: UFRJ nasceu da união de oito ilhas no Rio
Foto: Reprodução

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) funciona na Ilha do Fundão, na Zona Norte da cidade, em um território que nem sempre foi uma ilha única. A área é resultado de uma grande obra de engenharia, iniciada em 1949, que reuniu um arquipélago de oito ilhas na Baía de Guanabara.

Além da excelência acadêmica e científica, a instituição chama atenção, portanto, pela extensão territorial. Esse tamanho decorre diretamente das intervenções que modificaram por completo a paisagem local.

A iniciativa foi autorizada pelo então presidente Getúlio Vargas. O plano consistia em aterrar ilhas maiores, como Sapucaia, Bom Jesus da Coluna e Fundão, e também outras menores, como a do Catalão. Dessa forma, seria possível formar a base do campus da UFRJ.

O projeto urbanístico foi inspirado em conceitos do modernismo. Depois do aterro, a universidade passou a ocupar toda a extensão do novo território, que reúne salas de aula, laboratórios, centros de pesquisa e parques tecnológicos.

Vestígios das ilhas ainda podem ser vistos

Embora as obras tenham nivelado a topografia da Cidade Universitária, a geografia antiga não desapareceu por completo. Alguns elementos ainda revelam os contornos das ilhas que deram origem ao campus.

  • Igreja do Bom Jesus da Coluna: localizada em uma das extremidades do campus, a construção é considerada um dos principais vestígios físicos da antiga Ilha do Bom Jesus da Coluna.
  • Hangar de hidroaviões: a estrutura foi erguida para abrigar as aeronaves da LATI, empresa italiana que operava no final da década de 1930. Ela fica em uma área que pertencia à Ilha das Cabras.
  • Elevações: as áreas de relevo mais acentuado preservam características dos antigos cumes e das formações rochosas das ilhas originais, que não foram totalmente niveladas no aterro.

Assim, a Ilha do Fundão guarda, além de um centro de ensino e pesquisa, marcas visíveis da transformação urbana que mudou o mapa da Baía de Guanabara.