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Serra das Araras ganha quatro novos viadutos liberados no sábado

Estruturas ficam entre os km 229,4 e 232,5 da Dutra e, de início, serão usadas por veículos no sentido São Paulo; obra tem investimento de R$ 1,5 bilhão.

fabricio · 3 min de leitura
Serra das Araras ganha quatro novos viadutos liberados no sábado
Foto: Reprodução

A concessionária RioSP, empresa do grupo Motiva, vai liberar neste sábado (17/10) quatro novos viadutos da Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra (BR-116). As estruturas ficam entre os quilômetros 229,4 e 232,5 e integram a modernização da principal ligação rodoviária entre Rio de Janeiro e São Paulo. Com isso, os motoristas encontrarão mudanças no trânsito do trecho.

Embora tenham sido projetados para a futura pista de descida, no sentido Rio, os viadutos serão usados inicialmente por veículos que seguem para São Paulo. Segundo a concessionária, a operação é temporária. Dessa forma, outras frentes de trabalho poderão avançar na construção da nova rodovia.

Obras da Nova Serra das Araras chegam a 87%

De acordo com a RioSP, as obras da Nova Serra das Araras começaram em abril de 2024 e já atingiram cerca de 87% de execução física. O investimento estimado é de R$ 1,5 bilhão. A conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2027, aproximadamente dois anos antes do prazo original, que era 2029.

Entre as quatro estruturas que serão liberadas está o maior viaduto do projeto, com 435 metros de comprimento. Além disso, a construção utilizou 158 vigas de concreto, todas fabricadas no próprio canteiro de obras. Também foram empregados 19.861,72 metros cúbicos de concreto e cerca de 3,4 milhões de quilos de aço.

A entrega inclui ainda quatro novas contenções de encostas, feitas com técnicas de solo grampeado e cortina atirantada. Esses sistemas ajudam a estabilizar os terrenos e a reduzir os riscos ligados à movimentação do solo em áreas de serra.

Como será a liberação

A expectativa da concessionária é abrir os viadutos no sábado, depois da conclusão da detonação de rochas, prevista para as 18h de sexta-feira (16/10). A liberação será gradual e dependerá das condições operacionais e do andamento dos trabalhos. Por questão de segurança, a abertura poderá ser adiada em caso de chuvas fortes na região.

Para orientar quem passa pelo local, a RioSP instalará sinalização específica. Equipes operacionais também acompanharão a circulação dos veículos no trecho. Os motoristas podem consultar as condições de tráfego e a programação das intervenções nos canais da concessionária.

Esta será a segunda grande entrega da Nova Serra das Araras em 2026. Em junho, a empresa liberou cerca de quatro quilômetros de novas pistas e oito viadutos da subida, no sentido São Paulo. Esse trecho já opera e recebe parte do tráfego que antes usava a pista antiga.

Em outubro, a concessionária também alterou a programação de interdições para detonação de rochas, o que reduziu os bloqueios em determinados dias da semana. Essas intervenções são necessárias para abrir espaço às novas pistas.

O que muda com a nova pista

Quando estiver pronta, a nova serra terá oito quilômetros de extensão em cada sentido, com quatro faixas por pista e acostamentos. O projeto prevê 24 novos viadutos, duas rampas de escape para caminhões, três passarelas para pedestres e iluminação em todo o percurso. Há ainda previsão de cobertura de conectividade, o que permitirá acionar os serviços médicos e mecânicos da concessionária em toda a serra.

Uma das principais mudanças será a eliminação de nove curvas do trecho atual. Consequentemente, o novo traçado terá curvas menos acentuadas, o que deve melhorar a circulação de carros, ônibus e caminhões.

Segundo a RioSP, o traçado permitirá velocidade de até 80 km/h. A expectativa é reduzir em 25% o tempo de viagem na subida e em até 50% na descida, em comparação com o percurso antigo.

A Serra das Araras recebe cerca de 390 mil veículos por mês, e aproximadamente 36% deles são de carga. Por isso, o trecho é considerado um dos principais gargalos logísticos da Via Dutra, rodovia usada no transporte de mercadorias entre os dois maiores centros econômicos do país.