ClickRio
Últimas

Naufrágio do Rainha dos Anjos: tesouro de R$ 1 bilhão está no Rio

Nau portuguesa afundou na Baía de Guanabara em 1722 após explosão atribuída a uma vela acesa; a carga, vinda de Macau, nunca foi totalmente recuperada.

fabricio · 2 min de leitura
Naufrágio do Rainha dos Anjos: tesouro de R$ 1 bilhão está no Rio
Foto: Reprodução

O naufrágio do Rainha dos Anjos, nau portuguesa que afundou na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, em 1722, ainda guarda um dos maiores mistérios da história da cidade. A embarcação carregava porcelanas, joias e barras de ouro, e o tesouro é estimado hoje em mais de R$ 1 bilhão. Segundo narrativas históricas, uma vela acesa por um marinheiro teria provocado o desastre.

A história começou em março de 1720, quando a nau partiu em uma missão diplomática. O objetivo era reduzir os atritos entre a Santa Sé e o imperador chinês Kangxi, que já havia mandado prender emissários em outras ocasiões.

As conversas, conduzidas por Monsenhor Carlo Mezzabarba, Patriarca de Alexandria, tiveram resultados limitados. Mesmo assim, houve um acordo diplomático motivado por interesses comerciais. Com isso, o Rainha dos Anjos pôde deixar Macau com a carga valiosa.

Em razão do valor do tesouro, surgiu uma preocupação com a segurança na colônia. Por isso, o padre jesuíta Antônio de Magalhães, que atuava como embaixador chinês, pediu formalmente ao governador do Rio de Janeiro, general Aires de Saldanha, uma guarda especial para os bens assim que a nau atracasse.

O navio ancorou na região conhecida como Poço, na Guanabara, em 15 de maio de 1722. No mês seguinte, a embarcação já estava pronta para voltar para casa com a carga. Entretanto, de acordo com as narrativas históricas, uma vela acesa por um marinheiro mudou esse destino.

Na sequência, um incêndio começou a bordo e chegou rapidamente aos estoques de pólvora. Como resultado, ocorreu uma série de explosões. A nau sofreu danos estruturais graves, partiu-se ao meio e afundou com todo o carregamento.

Desde então, houve tentativas pontuais de salvamento e alguns resgates parciais. Ainda assim, o tesouro jamais foi recuperado por completo, porque a maior parte dos destroços continua soterrada sob toneladas de lodo e sedimentos no fundo da baía.

Uma nova operação, segundo especialistas, seria bastante complexa e dependeria de um investimento multimilionário. Além disso, não haveria garantia de sucesso. A incerteza sobre a localização exata do navio e da carga, somada aos danos do incêndio e ao longo tempo debaixo d’água, poderia comprometer o resgate.