Douglas Ruas troca diretor-geral da Alerj antes de assumir o governo
Edinaldo Basílio, ex-assessor do gabinete de Ruas, assume o comando administrativo da Casa; antecessor foi remanejado para a área de Finanças.

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e governador eleito, Douglas Ruas (PL), trocou o diretor-geral da Alerj. Os atos da Mesa Diretora com a mudança foram publicados nesta sexta-feira (16), a menos de três meses da posse no governo do estado, marcada para 6 de janeiro.
Quem assume o comando administrativo
O novo diretor-geral será Edinaldo Basílio, que ocupava o cargo de assessor parlamentar no gabinete do próprio Ruas. Ele passa, assim, a comandar a estrutura administrativa da Casa.
Por outro lado, Luciano Martins Abreu, que havia sido indicado pelo vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), deixa a direção-geral. Ele foi realocado como subdiretor-geral de Finanças da Assembleia.
Ação no STF pede segundo turno
Enquanto isso, a situação eleitoral de Ruas segue em discussão na Justiça. Nesta sexta-feira, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi definido como relator da ação do PSD. O partido tenta garantir um segundo turno entre Ruas e Eduardo Paes (PSD).
A legenda contesta a anulação dos 274.411 votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos). Com a retotalização, a votação de Ruas subiu de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, o que garantiu a vitória ainda no primeiro turno.
Zanin já havia rejeitado um pedido anterior da campanha de Paes, pois entendeu que os recursos na Justiça Eleitoral ainda não estavam esgotados. Agora, o ministro analisará a nova ação, que pede a realização do segundo turno em 25 de outubro.
O argumento do PSD
O partido sustenta que os votos de Garotinho, mesmo anulados depois pela Justiça Eleitoral, deveriam continuar valendo para definir se algum candidato alcançou a maioria absoluta. Segundo a ação, esses eleitores escolheram um nome que constava na urna eletrônica. Por isso, os votos não poderiam ser equiparados a votos nulos por manifestação do próprio eleitor.
“A nulidade, que deveria ser sanção ao candidato, converte-se em sanção para o eleitor e em vantagem para um terceiro”, afirma o partido na petição.
Além disso, o PSD afirma que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “alterou retroativamente” a base de cálculo da eleição.
Na apuração original, realizada em 4 de outubro, Ruas recebeu 4.271.199 votos (49,27%), e Paes, 3.706.984 (42,76%). Garotinho ficou em terceiro, com 274.411 votos, ou 3,17%. Com a anulação desses votos, Ruas ultrapassou os 50% e foi declarado eleito em primeiro turno.



