Júri de PMs no caso Kathlen Romeu é remarcado para 1º de dezembro
Tribunal de Justiça do Rio alterou a data para evitar possível adiamento durante o mês nacional do júri.

O júri de PMs acusados pela morte de Kathlen Romeu foi remarcado para 1º de dezembro no Rio de Janeiro. O Tribunal de Justiça do Rio alterou a data do julgamento de Marcos Felipe da Silva Salviano e Rodrigo Correia de Frias.
Os dois policiais militares respondem pela morte da jovem, de 24 anos, atingida por um tiro de fuzil em 2021. O caso ocorreu durante uma operação policial no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio.
A audiência estava prevista para 26 de novembro. No entanto, a juíza Elizabeth Machado Louro decidiu mudar a data para evitar um possível adiamento durante o mês nacional do júri.
O que será julgado
Os réus serão analisados pelo Conselho de Sentença por homicídio qualificado. A decisão que levou ao júri popular saiu em março de 2025, após análise de elementos apresentados pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.
Kathlen estava grávida de três meses quando foi atingida no tórax. Ela visitava a avó no momento em que ouviu tiros na região.
Depois do disparo, a jovem chegou a ser socorrida e levada para o hospital. Ainda assim, ela não resistiu aos ferimentos.
Investigações sobre a ocorrência
A Polícia Militar informou, inicialmente, que havia confronto com criminosos na área. Porém, relatos de moradores e investigações do Ministério Público indicaram que não houve troca de tiros quando Kathlen foi atingida.
As apurações também apontaram alterações na cena da ocorrência. Segundo o processo, policiais recolheram cápsulas de munição e modificaram elementos do local.
Isso levou à apuração de possível fraude processual. Além disso, o caso passou a ter desdobramentos na Justiça Militar.
Familiares e amigos cobram responsabilização desde a morte de Kathlen. Eles também questionam a demora na conclusão do processo.
O júri de PMs marcado para 1º de dezembro vai analisar a acusação de homicídio qualificado contra Marcos Felipe da Silva Salviano e Rodrigo Correia de Frias.



