Eleições nos EUA têm vantagem democrata nas projeções ao Congresso
Primeiras projeções mostram democratas à frente, mas a maioria na Câmara e no Senado ainda não está definida.

As eleições nos EUA começaram com vantagem democrata nas primeiras projeções para o Congresso. Mesmo assim, ainda não há definição sobre Câmara dos Representantes e Senado. O resultado pode ampliar a resistência à agenda de Donald Trump ou manter o domínio republicano.
Segundo o balanço divulgado às 22h58 desta terça-feira, os democratas apareciam com 43 cadeiras no Senado. Os republicanos tinham 33. Na Câmara, as projeções indicavam 53 assentos democratas e 25 republicanos.
Esses números mostram apenas uma parte da apuração. Portanto, eles não permitem concluir qual partido terá maioria. No Senado, a composição também inclui cadeiras que não entram na disputa neste pleito.
Maioria segue em disputa
Os americanos votam para preencher as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 vagas do Senado. Além disso, estão em disputa 36 governos estaduais e propostas submetidas aos eleitores.
Para controlar a Câmara, um partido precisa alcançar 218 cadeiras. Já no Senado, os democratas buscam 51 assentos para garantir maioria própria.
Antes da votação, os republicanos tinham 53 senadores. Democratas e independentes alinhados ao partido somavam 47. Por isso, a oposição precisa ganhar quatro cadeiras líquidas para atingir seu objetivo.
A divulgação dos resultados ocorre de forma escalonada. Isso acontece conforme a votação termina em diferentes estados. Assim, a definição sobre o controle do Congresso pode levar dias.
Impacto para Trump
Uma vitória democrata em qualquer das Casas mudaria a relação entre o Congresso e a Casa Branca. Além de aprovar leis, o Legislativo fiscaliza as ações do governo federal.
Com o comando da Câmara, os democratas dirigiriam comissões. Dessa forma, poderiam ampliar pedidos de documentos, convocar autoridades e abrir investigações sobre o governo republicano.
No Senado, uma mudança de maioria daria mais força à oposição. Assim, ela poderia bloquear indicações presidenciais para tribunais federais, embaixadas e outros cargos de alto escalão.
Trump ainda pode recorrer a ordens executivas. No entanto, enfrentaria mais dificuldade para transformar suas prioridades em leis.
Na segunda-feira, Trump fez um último apelo pelo voto republicano em discurso no Lincoln Memorial, em Washington. Ele atacou os democratas e pediu aos apoiadores que tratassem a eleição como se ele próprio estivesse na disputa.
Apesar da influência direta sobre o governo, o pleito não escolhe o presidente dos Estados Unidos. Afinal, as eleições de meio de mandato renovam o Congresso entre duas disputas pela Casa Branca. Além disso, funcionam como um teste político para a administração em exercício.
As eleições nos EUA seguem com apuração em andamento, e o controle do Congresso ainda depende dos próximos resultados.



