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Quaquá quer audiência com Lula após ameaça de expulsão do PT

Prefeito de Maricá critica Edinho Silva e diz que vai tratar do caso diretamente com o presidente.

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Quaquá quer audiência com Lula após ameaça de expulsão do PT
Foto: Reprodução

expulsão do PT abriu uma nova disputa na direção nacional da sigla e levou o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, a reagir nesta terça-feira (3). Vice-presidente nacional do partido, ele disse que pretende procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do possível afastamento. Quaquá também criticou o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e afirmou que ele age como se fosse dono do partido.

A reação ocorreu depois que uma reportagem revelou que Edinho defende a saída de dirigentes considerados desalinhados com a renovação interna defendida pela direção. Quaquá estaria entre os principais alvos da proposta. Além disso, a medida também atingiria integrantes de uma corrente informalmente chamada de “centrão petista”.

Críticas a Edinho Silva

Em declaração à coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles, Quaquá questionou a autoridade de Edinho para conduzir uma reorganização interna. Ele também sugeriu que a movimentação pode ter relação com a disputa pelo comando nacional do PT.

O prefeito fez críticas diretas ao dirigente e disse que ele se afasta das bases populares do partido.

“Edinho anda falando como se fosse dono do PT. Se quisesse fazer uma limpeza no partido, poderia fazer com os mensaleiros. Ele não fala para a base do PT, fala para a base do PSol”

, afirmou Quaquá.

O vice-presidente nacional também acusou Edinho de usar o nome de Lula para sustentar posições internas.

“É mentiroso e vive falando em nome do Lula. Vou pedir uma conversa com o presidente. Edinho sabe que vou disputar o comando do PT”

, declarou.

Quaquá ainda afirmou que Edinho tenta transformar a legenda em um empreendimento particular. Segundo ele, o conflito mostra um desacordo entre integrantes da direção nacional sobre os rumos do partido depois das eleições presidenciais.

Disputa interna no partido

Edinho Silva apresentou à Executiva Nacional do PT uma proposta de afastamento de dirigentes acusados de não participar o suficiente da campanha pela reeleição de Lula. A iniciativa, segundo o texto original, teria sido discutida com o presidente da República.

O plano prevê, inicialmente, que os dirigentes deixem a legenda de forma voluntária. Entretanto, a possibilidade de expulsão também apareceu nas conversas internas. A direção argumenta que o PT precisa fortalecer o projeto coletivo e alterar sua composição para os próximos anos.

A eventual saída de Quaquá ainda não foi formalizada. Enquanto isso, ele diz que levará a divergência diretamente a Lula. Dessa forma, a disputa amplia as tensões entre grupos diferentes dentro do partido.

O debate também envolve a atuação dos dirigentes na campanha presidencial. Quaquá contesta as acusações de omissão. Em julho, ele havia sido escolhido por unanimidade pelo PT fluminense para coordenar a campanha de Lula no Rio de Janeiro.

A discussão deve continuar na reunião do Diretório Nacional prevista para 13 de novembro. Nessa data, a avaliação da campanha e o futuro da legenda devem voltar à pauta.