Douglas Ruas reforça segurança e comenta disputa no Rio
Governador eleito também acompanha a ação no STF sobre o segundo turno e a crise política no PT nacional.

O governador eleito Douglas Ruas reforçou, nesta terça-feira (3), o plano de criar uma Secretaria de Segurança Pública. A proposta, que envolve a Polícia Militar e a Polícia Civil, aparece em meio a uma agenda marcada por disputas políticas no Rio de Janeiro. Douglas Ruas também acompanha a tentativa de reverter no STF a decisão sobre o segundo turno.
Durante coletiva, Ruas anunciou nomes do secretariado e disse que quer reunir os comandos das duas polícias na mesma estrutura. Ele afirmou que esse modelo já existe em outros estados. No entanto, a ideia enfrenta resistência dentro das corporações, segundo o texto original.
Segurança pública no centro da agenda
Ruas informou que Maria Gabriela Bessa vai comandar a Casa Civil e Governança. Fernanda Louback ficará na pasta de Políticas Inclusivas e da Mulher. Já Anderson Monteze assumirá Planejamento, Gestão e Inovação. O governador eleito ainda não definiu quem responderá pela Segurança Pública.
“Desde o início da pré-campanha, eu sempre me manifestei a favor do modelo em que todos os estados do Brasil adotam (…)”, declarou. Ele disse ainda que não pretende fazer algo diferente do que prometeu na campanha. A proposta, porém, gerou reação entre policiais militares e civis.
Enquanto isso, o cenário político segue movimentado no Rio. A coligação de Ruas acionou o TRE-RJ contra Eduardo Paes, e pediu apuração sobre suposto abuso de poder nas redes sociais. A ação cita o site ruasdeverdade.com e pede, se houver irregularidades, a inelegibilidade de Paes por oito anos.
Segundo turno e disputa no STF
Paes voltou a defender um segundo turno para o governo do estado. Em vídeo, ele afirmou que a decisão sobre os votos de Anthony Garotinho não deveria impedir nova votação. “O povo do Rio de Janeiro tem o direito de votar”, disse o ex-prefeito.
O PSD recorreu ao Supremo Tribunal Federal e tenta incluir os votos de Garotinho no cálculo da maioria absoluta. O partido também sustenta que a vontade das urnas precisa ser respeitada. A reunião de Ruas com o ministro Cristiano Zanin, marcada para esta terça-feira, também entrou na agenda política do dia.
No campo partidário, o PT vive uma disputa interna entre Edinho Silva e Washington Quaquá. O prefeito de Maricá reagiu a críticas feitas por Edinho durante reunião da Executiva Nacional. Quaquá afirmou que não aceita ser tratado como alguém que deva sair do partido.
Ele também disse que o filho, Diego Quaquá, precisou se afastar por quatro dias por recomendação médica. Segundo o prefeito, ele e o filho conduziram a campanha petista em Maricá. O município, porém, registrou vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno, com 50,78% dos votos.
As movimentações mostram que a eleição no Rio ainda produz efeitos em diferentes frentes. Além disso, a disputa alcança a Justiça Eleitoral, o STF e as articulações partidárias. Assim, o governo eleito já inicia sua agenda sob pressão política e jurídica.



