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Polícia penal: viagem à Europa teve autorização, mas sem publicação

Processo sobre teste de pistolas Glock mostra autorização para diárias, mas sem registro de publicação no Diário Oficial.

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Polícia penal: viagem à Europa teve autorização, mas sem publicação
Foto: Reprodução

A viagem da polícia penal à Europa, autorizada em maio de 2026 para testar pistolas Glock, terminou com um ponto de atenção administrativo. O processo da Secretaria Estadual de Polícia Penal não registra publicação dos atos no Diário Oficial.

O caso envolve três integrantes da cúpula da pasta. A autorização partiu da Casa Civil, que também aprovou o pagamento de diárias. Ainda assim, os autos seguiram sem certidão ou comprovante de publicação ao final da tramitação.

pedido para viagem a Viena

Em 8 de maio de 2026, a então secretária de Estado de Polícia Penal, Maria Rosa do Loûca Nebel, pediu o afastamento do país. Ela solicitou o envio de Alexander de Carvalho Maia, Márcio Fernandes e Luciano Campos Pereira a Viena, na Áustria.

O objetivo era testar, homologar e certificar a compra de pistolas fornecidas pela Glock América S.A. O contrato citado no processo é o de número 05/2025, firmado após adesão a edital da Polícia Militar do Distrito Federal.

A viagem estava prevista para ocorrer entre 16 e 21 de maio de 2026. As passagens aéreas, segundo o processo, seriam pagas integralmente pela fabricante das armas.

impasse sobre os custos

Em 12 de maio, a Secretaria da Casa Civil devolveu os autos. O órgão afirmou que viagens sem ônus cabiam à própria Seppen, por delegação.

No dia seguinte, a secretaria penitenciária respondeu que haveria despesa pública estadual. O gasto viria do pagamento de diárias e dos traslados dos servidores.

Depois da correção de um erro material, em 15 de maio, o custo total chegou a R$ 32.211,00. O valor ficou dividido entre os três servidores autorizados para a viagem.

Alexander Maia e Márcio Fernandes teriam direito a R$ 10.986,00 cada um. Já Luciano Pereira teria diárias e despesas de R$ 10.239,00.

autorização e falta de publicação

Na mesma data, às 19h22, o secretário estadual da Casa Civil, Flávio Willeman, autorizou o pagamento e o afastamento internacional. Além disso, determinou o envio dos autos para a Assessoria de Preparo de Publicação de Atos Oficiais.

Mesmo assim, o processo terminou sem registro de publicação no Diário Oficial do Estado. A tramitação na unidade foi concluída em 7 de outubro de 2026, pela subsecretaria de Gestão Operacional.

Não há, nos autos, certidão, comprovante ou menção à publicação. Dessa forma, o procedimento concluiu-se sem a publicidade formal esperada para os atos autorizativos.

A viagem da polícia penal tratou de teste e certificação de armas compradas pelo estado. No entanto, o processo não deixou registrado o passo final de publicação oficial.