Nilópolis suspende emergência no hospital municipal por falta de repasses
Prefeito diz que o valor estadual caiu R$ 4,6 milhões desde junho e que a UPA do Cabuís seguirá atendendo urgências.

Nilópolis suspendeu os atendimentos de emergência no Hospital Municipal Juscelino Kubitschek por falta de repasses do governo do estado. A medida foi anunciada nesta semana pelo prefeito Abraão David Neto, o Abraãozinho (PL), em uma publicação no Instagram. O hospital de Nilópolis seguirá com outros serviços, segundo a prefeitura.
De acordo com o prefeito, o município não consegue bancar sozinho as despesas da unidade. Ele afirmou que a suspensão vale enquanto a situação financeira não for normalizada. Além disso, Abraãozinho disse que o repasse mensal estadual caiu de R$ 5,6 milhões para R$ 1 milhão desde junho.
Isso representa uma redução de R$ 4,6 milhões. O prefeito também declarou que o valor reduzido está em atraso. Em comunicado à população, ele disse que a administração tenta evitar o fechamento total do hospital.
“Nós sempre usamos da verdade e dissemos o tempo todo que o município sozinho não conseguiria arcar com as despesas para manter o hospital aberto. Nós estamos fazendo um esforço enorme para não fechá-lo, mas teremos que suspender o atendimento de emergência enquanto essa situação perdurar”, declarou.
UPA do Cabuís vai atender urgências
Com a suspensão, moradores que precisarem de urgência deverão procurar a UPA do bairro Cabuís. A unidade, segundo a prefeitura, continuará funcionando normalmente. Portanto, o atendimento de emergência ficará concentrado nesse equipamento até nova definição.
Os demais serviços do Hospital Juscelino Kubitschek vão continuar ativos. Entre eles estão maternidade, internações clínicas e cirurgias eletivas. Esses setores seguem custeados com recursos do aumento do teto de Média e Alta Complexidade, o MAC, obtido pelo município junto ao governo federal.
Segundo a prefeitura, esse reforço contou com apoio do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ainda de acordo com Abraãozinho, a Procuradoria-Geral do Município vai entrar com uma ação judicial. A administração não informou prazo para a retomada da emergência.
Reação política e cobrança por recursos
A situação também mobilizou o deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil). A pedido dele, o governador eleito Douglas Ruas (PL) se comprometeu a garantir a retomada dos repasses. Além disso, Ruas afirmou que vai trabalhar pela ampliação dos recursos destinados à rede hospitalar.
“É inadmissível que o poder público obrigue as pessoas a se deslocar por horas de viagem para ter acesso a um serviço básico de saúde”, destacou Ruas.
O deputado disse ainda que acompanha a situação do hospital de perto. Ele afirmou que já apresentou ao governador Douglas Ruas a gravidade do problema e a necessidade de garantir os recursos.
“Já apresentamos ao governador Douglas Ruas a gravidade do problema e a necessidade de garantir os recursos para o funcionamento do hospital. Nosso objetivo é restabelecer o atendimento de emergência o mais rápido possível e garantir que a população tenha acesso à saúde perto de casa”, ressaltou o parlamentar.
O governo do estado ainda não comentou o caso. A prefeitura informou que a situação seguirá sendo monitorada. Enquanto isso, a emergência permanece suspensa no hospital municipal.



