Carlos Bolsonaro reforça apoio a Rogério Marinho no Senado
Após visitar Jair Bolsonaro, senador eleito voltou a defender o nome de Marinho na disputa pela presidência da Casa.

O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) reforçou neste sábado (31) o apoio a Rogério Marinho para a presidência do Senado. A declaração veio depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Em vídeo publicado nas redes sociais, Carlos apresentou Marinho como o nome do seu grupo político na disputa.
“Nosso candidato é o Rogério Marinho”, afirmou Carlos. Segundo ele, a orientação segue a linha política que pretende defender no Senado. Além disso, o senador eleito disse que quer honrar os compromissos assumidos com os eleitores.
Articulação da família Bolsonaro
A movimentação de Carlos acompanhou o posicionamento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já havia pedido apoio ao aliado. Na sexta-feira (30), em transmissão feita de Miami, Flávio defendeu pressão sobre senadores para votar em Marinho. Ele também apontou o Congresso Nacional, sobretudo o Senado, como espaço para organizar a oposição ao próximo governo Lula.
O PL trabalha com essa candidatura como parte de sua estratégia para disputar o comando da Casa. Ao mesmo tempo, o partido pretende apoiar a recondução de Hugo Motta à presidência da Câmara dos Deputados. Já no Senado, a aposta do grupo recai sobre Marinho contra Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa, que busca permanecer no cargo.
Preocupação com a saúde de Bolsonaro
Além da articulação política, Carlos também relatou preocupação com a saúde do pai. Segundo ele, Jair Bolsonaro voltou a apresentar episódios de soluços. O senador eleito disse ainda ter se assustado com o crescimento do abdômen do ex-presidente, junto com emagrecimento.
Carlos afirmou que as mudanças físicas aumentaram sua apreensão. Disse também que ficou preocupado com o estado emocional de Bolsonaro durante o encontro. Segundo o filho, o ex-presidente demonstrou sentir falta de familiares.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado. A visita ocorreu em meio às mudanças no cenário político da família. Enquanto isso, a articulação em torno de Rogério Marinho ganhou força entre integrantes do grupo.
De acordo com Carlos, Bolsonaro também disse sentir saudades de Flávio. Ele ainda mencionou Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde 2025. Assim, a família segue combinando preocupação pessoal e movimentação política na disputa pelo Senado.



