ClickRio
Últimas
Política

Procuradora de Macaé é afastada por ataques nas redes sociais

Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro responderá a processo administrativo após mensagens ofensivas contra petistas, nordestinos e mineiros.

· 2 min de leitura
Procuradora de Macaé é afastada por ataques nas redes sociais
Foto: Reprodução

A procuradora de Macaé, Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro, foi afastada por 30 dias nesta quinta-feira (29). A decisão ocorre após publicações ofensivas contra petistas, nordestinos e mineiros nas redes sociais. A procuradora de Macaé também responderá a processo administrativo disciplinar.

O afastamento saiu no Diário Oficial da prefeitura. As mensagens provocaram reação de entidades, da Prefeitura de Macaé e do PT no município. Além disso, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso.

Mensagens repercutem em Macaé

Nas publicações, Renata afirmou que não faria mais políticas públicas para pessoas que apoiam o PT. Ela também aconselhou empresários e microempresários a não contratarem artistas, nordestinos e mineiros.

Em outra mensagem, a procuradora disse que petistas não trabalhariam para ela. Depois, direcionou críticas a nordestinos e mineiros, e recomendou que empresas não contratassem trabalhadores dessas regiões. Ela ainda escreveu que os mineiros deveriam sair de Macaé e citou a presença de capixabas no município.

A Ordem dos Advogados do Brasil também repudiou o conteúdo. De acordo com a entidade, a liberdade de expressão não autoriza manifestações discriminatórias, hostilidade ou exclusão por origem, condição social, orientação sexual ou posição política.

Notas antigas voltam a circular

Após a repercussão, outras mensagens atribuídas à procuradora voltaram a circular. Uma delas, publicada em 2025 na plataforma X, trazia ameaças contra pessoas de esquerda.

Nela, Renata escreveu que, se pudesse, “metralhava” pessoas identificadas com esse campo político. Ela também usou a expressão “morte aos esquerdistas”.

O PT de Macaé divulgou nota assinada pelo presidente municipal, o professor Paulo Henrique. O partido afirmou que as mensagens ultrapassam os limites da disputa política e atingem a dignidade de pessoas que vivem e trabalham na cidade.

A Prefeitura de Macaé informou, em nota, que repudia o teor das manifestações atribuídas à procuradora. Segundo a administração municipal, as declarações são ofensivas e discriminatórias. Além disso, o município disse que o conteúdo não representa os valores nem a posição institucional da prefeitura.

O que disse a procuradora

Em entrevista, Renata afirmou que as mensagens foram publicadas em perfis privados. Ela alegou ainda que pessoas próximas teriam feito capturas de tela e divulgado o conteúdo.

Sobre as declarações contra nordestinos, disse que escreveu as frases de cabeça quente. A procuradora também afirmou que seu pai e seu avô eram mineiros.

Renata declarou ainda que recebe ameaças de morte por causa da repercussão. Questionada sobre a fala contra petistas, disse que continuaria exercendo suas atribuições profissionais com imparcialidade.

Ela reconheceu comentários inadequados em um momento de irritação. No entanto, afirmou que não pretende apagar as publicações. Segundo a procuradora, o material está no perfil privado dela no Facebook.