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Obras em Congonhas mudam trânsito e rotina de motoristas

Alterações no fluxo de veículos aumentam o tempo de acesso ao aeroporto na zona sul de São Paulo.

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Obras em Congonhas mudam trânsito e rotina de motoristas
Foto: Reprodução

As obras no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, mudaram o fluxo de veículos e aumentaram o trânsito na região. Taxistas, motoristas de aplicativos e passageiros relatam dificuldades desde as alterações adotadas no dia 17. O tema, trânsito em Congonhas, passou a afetar o acesso às áreas de embarque e desembarque.

Segundo motoristas ouvidos no local, o trajeto no horário de pico pode levar até 25 minutos. Antes, eles dizem que a passagem era bem mais rápida. Além disso, alguns passageiros já descem antes de entrar no túnel Paulo Autran para evitar perder voos.

Alterações no acesso

A reorganização do fluxo ocorreu por causa das obras de ampliação do aeroporto. Pela nova configuração, os carros que chegam pelo túnel precisam virar à direita e contornar o bolsão de táxis. Depois disso, eles seguem para as áreas de embarque, desembarque e estacionamento.

A concessionária Aena, responsável pela gestão de Congonhas, afirma que as mudanças foram necessárias para o andamento das obras. Em nota, a empresa disse que um monitoramento interno não apontou aumento no trânsito médio das vias após a implementação das alterações.

A empresa fechou uma área antes destinada aos taxistas, perto da entrada do aeroporto. Enquanto isso, a principal mudança prevista no projeto é a construção de uma nova área de embarque, com 19 pontes de acesso direto aos aviões. Hoje, o terminal tem 12 pontes.

Reformulação até 2028

A obra custa R$ 2,4 bilhões e integra a maior reformulação desde a inauguração de Congonhas. A Aena assumiu a gestão do aeroporto há pouco mais de dois anos e precisa concluir o projeto até junho de 2028.

O plano inclui a ampliação e modernização do terminal de passageiros e do pátio de aeronaves. Além disso, a reformulação busca aumentar a distância entre as pistas de taxiamento e principal, que não atende às normas internacionais, e entre os aviões estacionados.

A obra está dividida em três etapas. A primeira prevê demolições, instalação de canteiros, intervenções no pátio e melhorias nas pistas de taxiamento. Já a segunda etapa envolve a construção do píer do novo terminal e obras no hangar tombado da antiga Varig.

Nessa fase, as companhias foram transferidas para hangares provisórios. O espaço da antiga Varig, usado pela Gol, receberá a futura sala de embarque remoto, de onde passageiros seguirão de ônibus até os aviões.

Na terceira fase, a concessionária instalará as pontes de embarque no novo píer e o sistema de controle e processamento de bagagens. As etapas finais estão previstas para 2028. Além disso, o projeto prevê ampliação das faixas de circulação e criação de uma praça pick-up para carros de aplicativo.

A CET, órgão da prefeitura de São Paulo, afirmou que vai monitorar e orientar o trânsito na região. Segundo a companhia, a medida busca manter a fluidez e preservar a segurança dos usuários da via.

“Antes demorava três ou quatro minutos. Agora está terrível”, disse o taxista Eraldo Leandro Ferreira Gomes, de 71 anos.

“Pela manhã, os passageiros estão descendo antes de entrar no túnel”, afirmou Paulo Ricardo Fernandes, de 55 anos.

Congonhas começou a funcionar em 12 de abril de 1936. O aeroporto surgiu em um descampado da zona sul paulistana, escolhido por ficar longe das enchentes do rio Tietê. Agora, porém, a remodelação altera a rotina de quem passa diariamente pelo local.

Assim, as obras avançam ao mesmo tempo em que crescem as queixas de motoristas e passageiros. No entorno do aeroporto, o impacto já mudou o tempo de deslocamento e a dinâmica das chegadas.