Christa Pike fala pela primeira vez após execução falhar duas vezes
Condenada à morte disse que acordou confusa e com dores depois das tentativas de injeção letal.

Christa Pike, condenada à pena de morte nos Estados Unidos, falou pela primeira vez após a execução falhar duas vezes. A Christa Pike disse, em comunicado da defesa, que acordou confusa e com dores depois da tentativa, no dia 30 de setembro.
Ela afirmou que entrou na sala de execuções pronta para morrer. Segundo o documento, Pike também disse que já tinha se despedido das pessoas que a apoiavam. Além disso, relatou que a cena terminou com sofrimento físico e emocional.
Relato após a falha na execução
No texto divulgado pela equipe de defesa, Pike descreve o que sentiu quando despertou. “Vários dias depois, acordei sozinha num hospital, confusa e com dores”, afirma o comunicado. Ela acrescenta que ainda sente dores no corpo, nas mãos, nos braços e na garganta.
O relato também diz que Pike continua com dificuldade para falar. “Ainda tenho dificuldade em falar”, escreveu. Além disso, ela afirmou que a dor não é apenas física e disse sentir sofrimento na mente e na alma.
Pike declarou ainda que está recuperando, mas disse que melhorar não significa estar bem. Segundo ela, há uma busca por explicação sobre o que aconteceu. A defesa também afirmou que ela se sente profundamente magoada com a incompetência que a colocou nessa situação.
O que aconteceu no dia 30 de setembro
No dia da execução, Pike ainda estava acordada quando falou e cantou com o guia espiritual. Depois do início da primeira aplicação da injeção letal, ela continuou se movendo e respirando de forma audível.
Segundo testemunhas, Pike ainda estava viva e fazia barulhos após a segunda tentativa. Em seguida, a equipe a transportou de ambulância para um hospital. Ela ficou hospitalizada por quase duas semanas.
Os médicos chegaram a declarar morte cerebral. No entanto, Pike ficou consciente e voltou a falar no dia seguinte. O advogado Randy Spivey disse, em coletiva de imprensa, que entenderam que ela estava em morte cerebral e que o suporte de vida seria retirado no dia seguinte.
Depois, Spivey afirmou que, “para choque de todos, Christa acordou e começou a falar”. Pike recebeu alta e voltou para a prisão.
Condenação pelo homicídio de Colleen Slemmer
Christa Pike foi condenada à pena de morte pelo homicídio de Colleen Slemmer, em Knoxville, em 1995. Slemmer tinha 19 anos e participava do programa de formação profissional Job Corps.
De acordo com a condenação, Slemmer foi esfaqueada e espancada até a morte por Pike e pelo namorado dela. O jovem também era colega das duas na mesma instituição.
Pike recebeu a sentença em março de 1996. Já o namorado dela recebeu prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional, porque era menor de idade quando o crime ocorreu.



