Trump não pretende apoiar Flávio Bolsonaro, diz Reuters
Fontes afirmam que o governo americano evita nova crise com o Brasil, enquanto o caso de Flávio Bolsonaro segue no STF e na PF.

O governo de Donald Trump não pretende apoiar a alegação de Flávio Bolsonaro de ser o “líder do Brasil”, segundo fontes ouvidas pela Reuters. A informação aponta que a Casa Branca evita, neste momento, um novo desgaste com o país.
As fontes disseram que a posição ainda pode mudar. Porém, neste momento, Trump não quer assumir uma defesa pública das ambições de Flávio Bolsonaro.
Essa leitura aparece em um momento sensível para o próprio presidente americano. Afinal, os Estados Unidos terão eleições de meio de mandato em 3 de novembro, com renovação da Câmara e do Senado.
Trump fala em não se envolver
Trump já havia dito a jornalistas que não entraria no caso. Ao mesmo tempo, ele criticou o pleito brasileiro e o chamou de “uma vergonha”.
Ele também afirmou que discutiria a disputa com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Trump, ele tem uma boa relação com Lula.
No Brasil, Flávio foi derrotado no último domingo, 25, no segundo turno das eleições. Lula venceu com 51,77% dos votos válidos e conquistou um quarto mandato inédito.
Além disso, o candidato do PL disse não reconhecer a derrota nas urnas e deixou o país. O resultado também foi reconhecido pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ainda na noite da eleição.
Passaportes e saída do país
Flávio havia sido intimado na segunda-feira, 26, a entregar seus passaportes em até 24 horas. A ordem saiu em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro do senador com o advogado Willer Tomaz.
O prazo venceu e Flávio não compareceu. Por isso, a Polícia Federal comunicou o descumprimento ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e cancelou os passaportes no sistema de controle.
Depois disso, Flávio deixou o Brasil com a mulher e as duas filhas de carro, via Foz do Iguaçu, na terça-feira, 27. A família embarcou em um jato particular no Aeroporto Internacional de Cataratas del Iguazu, na Argentina, e desembarcou em Miami na quarta-feira, pouco depois das 10h30, pelo horário de Brasília.
Flávio usou o passaporte italiano para entrar na Argentina e o diplomático para viajar aos Estados Unidos. A PF já havia cancelado os documentos brasileiros, que não poderiam ter sido usados.
Enquanto isso, a postura de Trump sugere cautela diante do caso. Segundo as fontes, o governo americano prefere evitar uma nova crise nas relações com o Brasil.
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O texto original também menciona um caso antigo, sobre Melissa e Ted Bundy, sem relação com a apuração principal.



