Trump diz que não tomou partido nas eleições brasileiras
Presidente dos EUA afirmou que Lula pediu que ele não interferisse e voltou a criticar o resultado.

Donald Trump afirmou que não tomou partido nas eleições brasileiras porque Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido que ele não interferisse. O presidente dos Estados Unidos falou com jornalistas e disse que acompanhou o pleito, mas evitou responder se reconhece a vitória de Lula.
Trump voltou a classificar a eleição como “vergonhosa” e “um grande constrangimento para o povo brasileiro”. Além disso, ele repetiu críticas ao processo eleitoral sem apresentar provas de irregularidades. O republicano também disse que o mercado “despencou” por causa do resultado.
“Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei”, declarou. Depois disso, ele reforçou as críticas ao pleito brasileiro.
Trump repete críticas
Na quarta-feira, 28, Trump já havia chamado as eleições brasileiras de “muito estranhas”. Na ocasião, ele também não apresentou evidências. Ainda naquela fala, recusou-se a comentar uma carta divulgada por Flávio Bolsonaro, derrotado no pleito.
Na carta, Flávio se autointitulava “líder do Brasil”. Trump disse apenas: “Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”. Em seguida, afirmou considerar Flávio e seus aliados “boas pessoas”.
O resultado oficial das eleições, porém, foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral, que declarou Lula vencedor. Por outro lado, o PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado, mas pediu esclarecimentos à Justiça.
Viagem aos Estados Unidos
Na terça-feira, 27, um representante do Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que Flávio Bolsonaro e sua família receberiam vistos e poderiam entrar no país. Depois disso, o senador deixou o Brasil por terra, cruzando a fronteira com a Argentina.
Em seguida, ele embarcou em um avião privado em Puerto Iguazú. A viagem incluiu uma escala no Equador antes da chegada aos Estados Unidos. A autorização ocorreu enquanto Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados em um processo sobre suspeita de lavagem de dinheiro.
O caso envolve um suposto esquema relacionado a empresas de Tomaz e a casas de apostas. Os dois confirmam que são amigos, mas negam sociedade e qualquer irregularidade.



