PF prende sobrinhos de Marcinho VP em operação no Rio e em Belford Roxo
Ação cumpriu mandados de prisão e busca; Justiça também decretou prisão preventiva do suposto líder do Comando Vermelho.

A prisão de sobrinhos de Marcinho VP ocorreu na manhã desta quinta-feira (29), em ação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Eles foram alvo de mandados cumpridos no Rio e em Belford Roxo, segundo a investigação.
De acordo com a apuração policial, os dois integrariam uma rede ligada ao Comando Vermelho. A polícia afirma que eles levavam recados ao tio, preso em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Além disso, a Justiça decretou a prisão preventiva de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP. O mandado foi cumprido na penitenciária, onde ele seguirá custodiado.
Investigação aponta comunicação com visitas
As investigações indicam que Marcinho VP continua exercendo liderança na facção, mesmo preso há 19 anos. Conforme a polícia, a comunicação por meio de visitas teria ocorrido várias vezes.
A operação recebeu o nome de Operação Cesura. Ela foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul, a Ficco/MS, com apoio do Grupo Nacional de Apoio ao Enfrentamento ao Crime Organizado do MPF, o Gaeco Nacional.
Também no dia 19 de outubro, a Polícia Federal prendeu Márcia Gama Nepomuceno e Lucas Santos Nepomuceno, conhecido como Lucca. Márcia é esposa de Marcinho VP, enquanto Lucca é filho do casal.
Além disso, a relação familiar envolve o rapper Oruam. A apuração citou que os dois também são mãe e irmão do artista.
Contexto das ações no Rio
A operação desta quinta-feira se soma a outras ações citadas no caso. Segundo a Polícia Federal, as diligências fazem parte do avanço das investigações sobre a atuação da rede ligada ao suspeito.
Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos em endereços do Rio e de Belford Roxo. A Justiça também determinou a prisão preventiva de Marcinho VP, medida que reforça a sequência de providências no processo.
As apurações apontam ainda que os recados chegavam ao tio por meio de visitas. Dessa forma, a polícia sustenta que a comunicação interna da facção seguia ativa mesmo com o líder preso.
As informações oficiais destacam a atuação conjunta da PF, do MPF e das forças integradas. Assim, a investigação busca mapear a estrutura atribuída ao grupo e a comunicação usada entre os envolvidos.



