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Operação no RJ prende assessores e PM por exploração sexual

A Polícia Civil apura crimes contra adolescentes em Niterói, São Gonçalo e Maricá, com uso de imagens para ameaças.

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Operação no RJ prende assessores e PM por exploração sexual
Foto: Reprodução

Uma operação da Polícia Civil prendeu suspeitos de integrar uma rede de exploração sexual de adolescentes na Região Metropolitana do Rio, nesta quarta-feira (28/10). Entre os investigados, segundo a apuração, estariam dois assessores parlamentares e um terceiro-sargento da Polícia Militar. A ação ocorreu em Niterói, São Gonçalo e Maricá.

O caso envolve relatos de violência sexual, incluindo estupros coletivos e torturas. Além disso, os investigadores apuram o uso de imagens para ameaçar as vítimas. A operação recebeu o nome de Operação NXIVM e é conduzida pela 74ª DP (Alcântara).

Prisões e diligências

Até 8h30, oito pessoas haviam sido presas, de acordo com informações divulgadas pela apuração. Já a Polícia Civil informou a captura de seis investigados, sem detalhar o horário da atualização. Por isso, a corporação ainda não esclareceu a diferença entre os números.

A polícia também não divulgou os nomes dos assessores nem os gabinetes aos quais eles estariam vinculados. O militar citado na investigação atua no 1º BPM (São Gonçalo). Além das prisões, os agentes cumprem 18 medidas de busca e apreensão.

Na ação, a Polícia Civil conta com apoio de unidades do 4º Departamento de Polícia de Área e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar. Assim, os investigadores tentam reunir mais provas sobre a atuação do grupo.

Origem da investigação

As apurações começaram em julho, quando uma adolescente de 16 anos procurou a 74ª DP com os pais. Ela relatou episódios de violência sexual. Depois disso, a polícia prendeu um assessor parlamentar investigado por estupro de vulnerável em Icaraí, na Zona Sul de Niterói.

Na residência desse suspeito, os policiais apreenderam celulares e dois notebooks. Em seguida, a análise desses materiais e de imagens de câmeras de segurança indicou a participação de outras pessoas nos crimes.

Conforme a Polícia Civil, a adolescente relatou situações de violência e humilhação. Segundo a corporação, isso causou consequências graves para a saúde física e emocional dela. Além disso, os investigados mantinham relações de submissão com as vítimas.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos se autodenominavam senhores e tratavam as adolescentes como escravas.

Chantagem e novas vítimas

Os investigadores afirmam que as gravações das violências serviam para ameaçar as vítimas. Dessa forma, o grupo teria usado as imagens como instrumento de chantagem. As adolescentes, então, poderiam sofrer novas ameaças caso não obedecessem às exigências.

A Polícia Civil também identificou indícios de agressões físicas e psicológicas ligadas às intimidações. Agora, a corporação apura a extensão da atuação dos suspeitos e a possibilidade de outras adolescentes terem sido vítimas.

Outro ponto em investigação é a relação entre os presos nesta quarta-feira e o assessor parlamentar capturado em julho. No entanto, a Polícia Civil não detalhou essa conexão nos balanços divulgados. Também não há esclarecimentos sobre a vinculação dos suspeitos a câmaras municipais, à Alerj ou a outros órgãos.

Com as buscas nos três municípios, os investigadores querem ampliar o conjunto de provas sobre o caso. Além disso, a operação busca identificar vítimas que ainda não procuraram as autoridades e esclarecer outros episódios de violência sexual ligados à rede.