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Justiça obriga Uber a responder por perdas no Uber Flash

Decisão no Rio manda retirar cláusula de isenção e prevê indenização a consumidores por extravio de encomendas.

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Justiça obriga Uber a responder por perdas no Uber Flash
Foto: Reprodução

A Justiça do Rio determinou que a Uber responda por Uber Flash em casos de perda ou extravio de encomendas. A decisão também obriga a empresa a retirar dos contratos a cláusula que a isentava dessa responsabilidade. Além disso, a plataforma deve indenizar consumidores por danos materiais e morais.

A decisão saiu da 5ª Vara Empresarial da Capital, em ação civil pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O processo começou após relatos de consumidores que perderam objetos enviados pelo serviço. O Uber Flash transporta itens como documentos e artigos pessoais de pequeno e médio porte.

Ação do Ministério Público

Antes da decisão, o Ministério Público propôs um acordo para que a empresa adotasse medidas de indenização. No entanto, a Uber rejeitou a proposta. Assim, o caso seguiu para a análise da Justiça fluminense.

Na avaliação do juízo, a empresa assume responsabilidade pelo serviço que oferece. Isso ocorre porque a plataforma organiza o transporte, seleciona os motoristas, cobra dos clientes e recebe parte do valor pago pelas entregas.

O texto da decisão afirma que, ao criar a modalidade Uber Flash, a empresa assumiu o dever de levar a mercadoria ao destino final. Dessa forma, o entendimento judicial enquadra a Uber como fornecedora de serviço, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

Responsabilidade pelo serviço

Com a decisão, a plataforma não pode excluir sua responsabilidade contratual em casos de perda ou extravio de objetos. Portanto, a obrigação de indenizar passa a valer tanto de forma individual quanto coletiva. A medida atinge os danos materiais e morais sofridos pelos consumidores.

O caso reforça a discussão sobre a segurança no Uber Flash e sobre a responsabilidade de plataformas digitais em entregas. Além disso, a sentença destaca que a relação com o consumidor inclui a organização do serviço e o recebimento de parte do valor pago.

A ação civil pública tratou de encomendas transportadas pelo sistema, que permite o envio de objetos de pequeno e médio porte. Agora, a empresa terá de adequar seus contratos à decisão judicial e responder pelos prejuízos reconhecidos no processo.