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Castro cita Operação Contenção, mas omite Felipe Curi em postagem

Ex-governador lembrou ação nos complexos da Penha e do Alemão, que completou um ano, sem mencionar o ex-secretário.

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Castro cita Operação Contenção, mas omite Felipe Curi em postagem
Foto: Reprodução

Cláudio Castro (PL) publicou, nesta quarta-feira (28), uma mensagem sobre a Operação Contenção. A ação completou um ano nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio. No texto, ele citou integrantes da segurança pública, mas não mencionou Felipe Curi, ex-secretário de Polícia Civil.

A postagem lembrou a operação que deixou 122 mortos e mobilizou cerca de 2,5 mil policiais civis e militares. Além disso, a ação completou um ano enquanto seguem foragidos 33 alvos, entre eles nomes apontados como chefes do Comando Vermelho.

Postagem de Castro

Na legenda, Castro agradeceu ao então secretário de Segurança Pública, Victor Santos, à Polícia Militar e à Polícia Civil. Ele também citou o então comandante da PM, coronel Marcelo de Menezes. Porém, o nome de Felipe Curi, que era secretário de Polícia Civil na época, ficou de fora da mensagem.

Segundo o texto original da publicação, o ex-governador fez um reconhecimento aos profissionais que participaram da ação. Nos bastidores, havia a expectativa de apoio político de Castro a Curi, inclusive para uma disputa ao Senado, o que não ocorreu.

Balanço da operação

A Megaoperação Contenção começou com mandados contra integrantes da facção. Dos 51 alvos com ordens de prisão, 17 foram presos durante a ação. No dia da operação, 99 pessoas acabaram detidas, sendo 17 por mandado e 82 em flagrante.

Entre os nomes apontados pelas autoridades como parte da cúpula do grupo estão Edgar Alves Andrade, o Doca; Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala; Carlos da Costa Neves, o Gardenal; Washington César Braga da Silva, o Grandão; e Juan Breno Malta Rodrigues, o BMW. Além disso, os dados posteriores à ação mostram redução nos registros de tiroteios nos complexos e queda em indicadores de mortes violentas na região.

Apurações posteriores

Nos meses seguintes, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou 28 policiais militares que participaram da operação. As apurações citam crimes registrados por câmeras corporais, como roubo de fuzil, peças de automóvel, celular e até um picolé. Também houve relatos de invasões a residências, obstrução de imagens e desligamento de equipamentos.

Segundo o promotor Fábio Corrêa, mais de 4 mil horas de imagens seguem em análise. Um dos casos envolve o sargento Fábio Vicente de Souza, que teria tentado retirar a bateria da câmera e mantido o equipamento guardado na viatura por cerca de cinco horas.

O sargento também teria entrado em uma casa na Vila Cruzeiro e permanecido armado no local. Fábio já havia sido investigado em 2017 por suspeita de atuar como segurança particular de um operador financeiro do Terceiro Comando Puro. Anos depois, esse operador ficou conhecido como TH Jóias e acabou preso pela Polícia Federal.