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Pesquisa aponta mais de 72 mil moradores em áreas de risco em Petrópolis

Estudo também identifica CRAS em regiões sujeitas a inundações e deslizamentos na cidade da Serra fluminense.

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Pesquisa aponta mais de 72 mil moradores em áreas de risco em Petrópolis
Foto: Reprodução

Uma pesquisa apontou que áreas de risco em Petrópolis concentram mais de 72 mil moradores. O levantamento trata da exposição da população a inundações e deslizamentos na cidade da Serra fluminense.

O estudo foi realizado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Cemaden, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, e pela Universidade Estadual Paulista, a Unesp. Além disso, os pesquisadores analisaram a presença de unidades dos Centros de Referência da Assistência Social, os CRAS, em regiões próximas a áreas vulneráveis.

CRAS em regiões vulneráveis

Segundo a pesquisa, os CRAS são essenciais no atendimento a famílias carentes. Por isso, os autores alertam que essas unidades precisam de planejamento e cuidados específicos.

O levantamento destaca que, em situações de chuvas intensas, inundações e deslizamentos, esses serviços podem enfrentar dificuldades. Dessa forma, a integração entre assistência social e gestão de risco aparece como ponto central do estudo.

Histórico de ocorrências

Petrópolis também aparece entre os municípios da Bacia do Rio Paraíba do Sul com histórico de ocorrências graves. Conforme o estudo, a cidade registrou 17 desastres associados a movimentos de massa entre 2003 e 2022.

O trabalho também relembra a tragédia da Região Serrana, em 2011. Na ocasião, morreram mais de mil pessoas. Além disso, o estudo mostra que Petrópolis e Juiz de Fora, em Minas Gerais, concentram cerca de 38% da população residente nas áreas de risco da bacia.

Os pesquisadores chegaram aos resultados ao cruzar informações do Índice de Desenvolvimento dos CRAS, o IDCRAS, com a Base Territorial Estatística de Áreas de Risco, a BATER. Essa base foi desenvolvida pelo IBGE e pelo Cemaden.

No total, foram analisadas 2.277 unidades de assistência social em 806 municípios brasileiros. Ao mesmo tempo, o estudo identificou nove unidades de CRAS dentro ou a menos de 100 metros dos limites dessas áreas de risco.

Os autores afirmam que a combinação de dados sobre vulnerabilidade social, infraestrutura e riscos ambientais ajuda o poder público a investir em prevenção. Assim, seria possível reduzir impactos de desastres e manter serviços essenciais durante emergências.

Publicada em 2026 na Revista Brasileira de Ciências Ambientais, a pesquisa integra o Projeto Capacidades Organizacionais de Preparação para Eventos Extremos, o COPE. O trabalho recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a Fapesp.