Lula vence, PL reage e Flávio Bolsonaro anuncia recuo jurídico
Valdemar Costa Neto reconhece o resultado do TSE, enquanto Flávio Bolsonaro desiste de pedir anulação da eleição.

A eleição presidencial marcou reações diferentes no PL nesta segunda-feira (26). Valdemar Costa Neto reconheceu o resultado proclamado pelo TSE, enquanto Flávio Bolsonaro desistiu de pedir a anulação da disputa.
O presidente nacional do PL publicou nota nas redes sociais e confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). No texto, porém, ele criticou medidas adotadas pelo governo na reta final da campanha, que classificou como eleitoreiras.
Valdemar também destacou o desempenho da legenda no pleito. Segundo a nota, o PL elegeu 121 deputados federais, 29 senadores, 229 deputados estaduais e distritais, além de seis governadores.
O dirigente afirmou ainda que o partido reconhece o resultado oficial e seguirá acompanhando os desdobramentos da eleição. Além disso, disse que a legenda cobrará esclarecimentos sobre as políticas adotadas durante a campanha.
Críticas à reta final da disputa
Na avaliação do PL, a virada no segundo turno ocorreu em um cenário de aumento dos gastos públicos com programas sociais. O partido afirmou que essas medidas comprometeram a igualdade de condições na disputa.
O comunicado também diz que as ações podem trazer consequências para as contas públicas. Mesmo assim, Valdemar reforçou que o partido manterá uma posição de independência e responsabilidade.
O texto ainda afirma que a bancada seguirá representando seus eleitores. Dessa forma, a sigla tenta combinar o reconhecimento do resultado com a defesa de sua atuação parlamentar.
Mais cedo, Flávio Bolsonaro havia anunciado que pediria ao TSE a cassação da chapa de Lula. Porém, ele desistiu da iniciativa depois, segundo aliados, por conta da fragilidade jurídica da reivindicação.
O senador também foi intimado a entregar o passaporte à Polícia Federal. Ele disse que vai cumprir a determinação e negou intenção de deixar o país.
Impacto no Rio e na política estadual
No Rio de Janeiro, o debate eleitoral também repercutiu entre aliados de Lula. O deputado federal eleito Marcelo Freixo afirmou que a mobilização popular nas ruas ajudou a ampliar a votação do petista no segundo turno.
Freixo citou manifestações no Centro do Rio após o primeiro turno. Segundo ele, a presença da militância e o diálogo com o eleitorado influenciaram o resultado final.
Enquanto isso, o governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL), publicou vídeo reconhecendo a derrota de Flávio Bolsonaro. Ele disse que foi leal ao senador durante a campanha e prometeu governar para todos os fluminenses a partir de 6 de janeiro.
Em outro desdobramento, a Polícia Civil identificou uma mulher filmada fazendo saudação nazista em uma seção eleitoral de Botafogo. Ela será chamada para depor, e o caso também foi encaminhado ao Ministério Público do Rio.
O episódio ocorreu no Colégio Santo Inácio, na Zona Sul do Rio. A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro condenou a atitude, enquanto um eleitor que viu a cena disse ter sentido “nojo”.
O cenário pós-eleição também alcançou outras frentes. A Comissão de Orçamento da Alerj vai analisar, nesta terça-feira (27/10), o orçamento do estado para o próximo ano, com previsão de déficit de R$ 13,98 bilhões.
Além disso, a Dataprev vai leiloar sua sede em Botafogo na próxima sexta-feira (30), com lance inicial de R$ 138,78 milhões. A empresa vai transferir a estrutura para o Centro do Rio, em um contrato estimado em R$ 220 milhões.
No sistema prisional, a Secretaria de Polícia Penal homologou uma licitação de R$ 1,1 bilhão para preparo e fornecimento de refeições. O contrato prevê dois anos de duração e mais de 170 milhões de refeições para internos do sistema fluminense.



