Brasil vai às urnas no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro
Eleitores votam neste domingo para definir o próximo presidente em disputa apertada, com regras específicas de votação e horário unificado.

Os brasileiros voltam às urnas neste domingo (25) para votar no segundo turno presidencial e escolher o chefe do Executivo pelos próximos quatro anos. Lula (PT) disputa a reeleição, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tenta chegar ao Planalto pela primeira vez. A votação ocorre após um primeiro turno apertado e com disputa decidida pelos votos válidos.
Segundo a pesquisa Datafolha, o senador tem 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A Quaest também apontou cenário semelhante, com diferença dentro da margem de erro e nível de confiança de 95%.
No primeiro turno, Flávio terminou na frente, com 47,03% dos votos válidos. Lula somou 45,16%. A diferença ficou em cerca de 2,2 milhões de votos, ou 1,87 ponto percentual. Portanto, a definição agora depende apenas da maioria absoluta entre os votos válidos.
Como funciona a votação
A votação vai das 8h às 17h, no horário de Brasília. Assim, a apuração começa logo depois do fechamento das urnas. O TSE unificou o horário com base na capital federal, embora alguns estados votem mais cedo conforme o horário local.
No segundo turno, o eleitor vota primeiro para governador, onde houver disputa. Depois, confirma o voto para presidente, com dois dígitos. Deputados e senadores não aparecem nessa etapa. Dessa forma, o voto no presidente decide a disputa nacional.
Para votar, é necessário apresentar documento oficial com foto. Vale RG, CNH, passaporte, carteira de trabalho ou e-Título com foto cadastrada. Além disso, o documento pode estar vencido, e o título de papel não é obrigatório.
O e-Título precisa aparecer diretamente na tela do celular. Prints e fotos da tela não valem. Quem não tiver o aplicativo pode baixá-lo e fazer o primeiro acesso no próprio dia, desde que haja sinal.
Também é permitida a chamada colinha, com nome e número dos candidatos. A biometria não é obrigatória, desde que o título esteja regular. Por outro lado, quem estiver com o título cancelado não pode votar.
O que pode e o que não pode
O eleitor pode entrar na seção com o celular apenas para usar o e-Título como identificação. Também pode usar camiseta, boné, broche, adesivo ou bandeira de candidato de forma individual e silenciosa. Além disso, roupas verde e amarelas não têm proibição específica.
Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem escolher quem as acompanhe, inclusive na cabine. Elas também podem levar cão-guia. No entanto, celulares, relógios inteligentes, câmeras e outros aparelhos não podem entrar na cabine, mesmo desligados.
Também é proibido fotografar ou filmar o voto. A boca de urna, por exemplo, inclui pedir voto, distribuir santinhos ou tentar convencer eleitores. Essa prática é crime eleitoral e permite prisão em flagrante.
Comícios, carreatas, uso de alto-falantes, aglomerações com roupas padronizadas e distribuição de camisetas também são proibidos. Além disso, candidatos e partidos não podem oferecer transporte ou refeições a eleitores.
Antes da definição, o TSE também considera os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos. Assim, vence quem ultrapassar 50% desses votos. Com a disputa apertada, cada comparecimento pode influenciar o resultado final.



