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Trem de prata saía do Rio às 23h e chegava a São Paulo pela manhã

Serviço ligava as estações Barão de Mauá e Barra Funda e oferecia cabines privativas e refeições a bordo.

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Trem de prata saía do Rio às 23h e chegava a São Paulo pela manhã
Foto: Reprodução

Antes das viagens entre Rio de Janeiro e São Paulo dependerem quase só de rodovias e da ponte aérea, o trem de prata fazia esse trajeto. O serviço ligava a estação Barão de Mauá, no Rio, à estação Barra Funda, em São Paulo, e marcava uma alternativa ferroviária entre as duas capitais.

O Trem de Prata começou a circular em dezembro de 1994. Ele surgiu como sucessor do Trem Santa Cruz, que havia sido extinto três anos antes. Além disso, o serviço operava pela Rede Ferroviária Federal (RFFSA) em parceria com um consórcio privado homônimo.

Viagem noturna entre Rio e São Paulo

O trem saía do Rio às 23h e chegava a São Paulo às 6h da manhã seguinte. Ao mesmo tempo, o trajeto percorria 516 quilômetros de trilhos diretos. O serviço também oferecia cabines privativas e refeições sofisticadas, o que reforçava a proposta de conforto.

Nos primeiros anos, a operação teve boa procura e passou a fazer partidas diárias. Dessa forma, o trem ganhou destaque pela combinação de eficiência e requinte. A estrutura chamou atenção de passageiros que buscavam uma viagem interestadual diferente.

Fim das operações e destino dos vagões

Apesar do início promissor, o serviço acabou desativado após quatro anos. A queda no número de passageiros pesou na decisão. Além disso, os atrasos frequentes, ligados à má conservação dos trilhos, e a concorrência tarifária com a ponte aérea também contribuíram.

Depois do encerramento, a maior parte da frota ficou em pátios ferroviários abandonados pelo Brasil. Com isso, os vagões sofreram vandalismo e furto de peças. Alguns carros, porém, ganharam novo uso e deram origem a um restaurante temático na histórica estação de Santos Dumont, em Minas Gerais.

Outro carro de passageiros seguiu caminho parecido, mas em outra direção. Ele foi levado para o distrito de Ipiabas, em Barra do Piraí, mas o projeto não avançou. Então, a estrutura acabou doada para integrar um museu ferroviário em Vassouras.