Precisa Medicamentos deve R$ 5 milhões à União após caso Covaxin
Multa aplicada pela CGU segue em aberto e integra dívidas ligadas às investigações sobre compras de vacinas na pandemia.

A Precisa Medicamentos ainda não pagou a multa aplicada pelo governo federal após as investigações sobre compras de vacinas na pandemia. O débito, que começou em R$ 3,8 milhões, já chega a R$ 4,2 milhões, com atualização dos valores.
Além disso, a empresa soma outros débitos tributários e não tributários com a União. No total, as pendências financeiras alcançam cerca de R$ 5 milhões, segundo os registros citados no caso.
Multa e dívida ativa
A Controladoria-Geral da União aplicou a penalidade em 2024, depois de concluir o processo administrativo sobre a atuação da empresa nas negociações com o Ministério da Saúde. Além da multa, a CGU também proibiu a companhia de contratar com a administração pública.
O relatório apontou irregularidades na documentação usada nos procedimentos de contratação. Entre os problemas citados, houve indícios de montagem em documentos, uma procuração considerada falsa e faturas com informações incompatíveis com os contratos.
Como o pagamento não ocorreu, a cobrança foi inscrita na dívida ativa da União. Esse mecanismo permite ao governo federal adotar medidas de cobrança, inclusive pela via judicial, quando cabível.
Investigações sobre a Covaxin
A Precisa atuou como intermediária nas negociações para o fornecimento da vacina indiana Covaxin ao governo brasileiro. O contrato passou a ser questionado durante a apuração sobre possíveis irregularidades nas compras públicas na pandemia.
Segundo o texto original, a empresa também foi investigada pela Polícia Federal por suspeitas de fraudes nas negociações com o Ministério da Saúde. Os contratos sob análise poderiam representar despesas de até R$ 500 milhões para o governo federal.
Esses acordos, porém, acabaram rescindidos antes da execução integral. Assim, os órgãos de controle seguiram com a análise das responsabilidades administrativas e das possíveis irregularidades.
Aproximação com aliados de Bolsonaro
As apurações sobre a Precisa também mostraram tentativas de aproximação de antigos dirigentes com integrantes do governo Jair Bolsonaro. Entre os citados, estavam Francisco Maximiano e Danilo Trento, que buscaram contato por intermédio de Flávio Bolsonaro.
O caso voltou a circular após a divulgação de informações sobre uma festa em uma lancha, em Brasília, durante a pandemia. De acordo com o texto, Flávio Bolsonaro participou do encontro ao lado de lobistas ligados à empresa e garotas de programa.
A empresa, no entanto, não foi localizada para comentar os débitos e as penalidades. Até agora, também não há informação sobre acordo para quitar os valores ou previsão de pagamento.



